18.3 C
Canoas
Home Rio de Janeiro Suspeito de pirâmide que tinha mais de R$ 15 milhões em espécie...

Suspeito de pirâmide que tinha mais de R$ 15 milhões em espécie é levado para audiência de custódia no Rio


PF prendeu Glaidson Acácio dos Santos, suspeito de fraude que movimentou cifra bilionária. Glaidson Acácio, à direita, é levado para audiência de custódia
Arquivo pessoal
O dono da GAS Consultoria Bitcoin, Glaidson Acácio dos Santos, preso no início da manhã desta quarta-feira (25) na Operação KryptosAgentes, da Polícia Federal, tinha mais de R$ 15 milhões em espécie na casa.
Até a última atualização desta reportagem, o G1 apurou que policiais tinham apreendido na casa R$ 15,3 milhões em espécie, entre notas de real, dólar e euro, além de barras de ouro.
Dinheiro apreendido pela PF em operação que prendeu suspeito de golpe pirâmide é contado
(ATUALIZAÇÃO: Inicialmente, o G1 apurou que havia ao menos R$ 20 milhões em reais, dólares, euros e barras de ouro. À noite, a PF informou que foram contados R$ 13.825.091 e 100 Libras Esterlina, e que outros valores em moeda estrangeira, já depositados na Caixa Econômica Federal, não foram contabilizados.)
Também foram apreendidos quase R$ 150 milhões em bitcoins.
Milhões de reais apreendidos pela PF e pelo MPF em ação contra pirâmides financeiras
Divulgação/MPF
VÍDEO: Imóveis de luxo no RJ estão na mira da PF em operação contra pirâmide financeira
A ação foi comandada por PF, Ministério Público Federal (MPF), Receita Federal e Procuradoria da Fazenda Nacional. Glaidson é suspeito de fraude que movimentou “cifras bilionárias”.
QUEM É: Conheça Glaidson dos Santos, ex-garçom que virou milionário e acabou preso por suspeita de golpe
‘Novo Egito’: Como golpes ‘pirâmide’ fizeram de Cabo Frio um centro de investidoras de bitcoins
‘Rei do bitcoin’: Lamborghini de R$ 800 mil apreendida será usada pela PF no Paraná
Dinheiro apreendido na casa de Glaidson sendo contabilizado
Reprodução
PF encontra R$ 20 milhões em espécie na casa de dono de empresa suspeita de pirâmide financeira
Segundo as investigações, Glaidson, cujo histórico profissional era de garçom, movimentou em pouco tempo R$ 2 bilhões em suas contas.
Ele foi preso em uma mansão na Barra, na Zona Oeste do Rio. Policiais apreenderam na casa dele reais, dólares e euros em espécie e até barras de ouro. O Bom Dia Rio apurou que o volume de dinheiro vivo surpreendeu até os agentes que participam da ação: “Nem na Lava Jato”, disse um.
Ainda de acordo com os agentes, a GAS também se apresentou como proprietária de R$ 6,9 bilhões apreendidos em Búzios.
LEIA TAMBÉM
CUIDADOS: Saiba como evitar cair em ‘pirâmides’ e outros golpes financeiros
VANS NO RIO: Milicianos e traficantes lucram milhões à base de propinas a agentes públicos e violência
AGLOMERAÇÃO: Loja em Madureira é multada por tumulto após anunciar ‘feirão’ de maquiagens a R$ 5
No início da tarde, na porta da Superintendência da Polícia Federal do Rio, na Praça Mauá, o advogado de Glaidson, Thiago Minagé, deu entrevista.
“Foi uma surpresa. Não esperávamos isso, não tínhamos conhecimento de algum tipo de procedimento ou investigação que pudesse levar a tal situação. 20 milhões é uma quantia exacerbada e alta. Mas não é uma quantia que você possa afirmar que é oriunda de prática criminosa. Ganhar dinheiro, ter R$ 20 milhões em casa, isso por si só não é um crime. A partir de agora, a gente vai ver qual vai ser o caminho a seguir e traçar”, afirmou o advogado.
Entenda como funciona a pirâmide financeira
As equipes saíram para cumprir nove mandados de prisão e 15 de busca e apreensão no RJ, São Paulo, Ceará e Distrito Federal.
Até a última atualização desta reportagem, além de Glaidson, um homem havia sido preso no Aeroporto de Guarulhos (SP), tentando fugir para Punta Cana, na República Dominicana. Outros três suspeitos, segundo a PF, também foram detidos.
Balanço de apreensões e prisões
15 mandados de busca e apreensão cumpridos;
5 presos, sendo 3 no estado do Rio e 2 em SP, no Aeroporto de Guarulhos (GRU), sendo 1 deles preso, também, em flagrante, por evasão de divisas ($ 25.434);
591 Bitcoins, na cotação de hoje, aproximadamente, R$ 147.750.000,00 em criptomoedas;
21 veículos de luxo;
Diversos relógios de alto valor;
Joias;
Celulares e demais aparelhos eletrônicos;
Documentos diversos.
O Fantástico desta semana mostrou que a GAS era investigada há dois anos pelo esquema, mas se disfarçava de consultoria em bitcoins, uma moeda digital (relembre abaixo).
Empresas de bitcoins são investigadas por golpe na Região dos Lagos
Lucro ‘fácil’ em ‘criptomoedas’
Glaidson prometia lucros de 10% ao mês nos investimentos em bitcoins, mas a força-tarefa afirma que a GAS nem sequer reaplicava os aportes em criptomoedas, enganando duplamente os clientes.
A empresa de Glaidson tinha muitos investidores em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, que se tornou um paraíso dos golpes do tipo pirâmide financeira e ganhou até o apelido de Novo Egito, como o Fantástico mostrou há duas semanas.
“Nos últimos seis anos, a movimentação financeira das empresas envolvidas nas fraudes apresentou cifras bilionárias, sendo certo que aproximadamente 50% dessa movimentação ocorreu nos últimos 12 meses”, informou a PF.
A GAS não tinha site nem perfis em redes sociais, e o telefone disponível na Receita Federal não funcionava.
Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio. Também fazem parte da força-tarefa o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPF) e a Procuradoria de Fazenda Nacional.
Glaidson Acácio dos Santos, preso na Operação Kryptos
Reprodução/TV Globo
De garçom a bilionário
Um registro do Ministério do Trabalho mostra que até 2014 Glaidson recebia pouco mais de R$ 800 por mês como garçom.
Em fevereiro deste ano, Glaidson fez uma festa de aniversário com direito a show do cantor João Gabriel. Dois meses depois, mais de R$ 7 milhões foram apreendidos em um helicóptero. O dinheiro estava em três malas e, segundo as investigações, seria levado para São Paulo por um casal que trabalhava para a GAS Consultoria Bitcoin.
Anteriormente, em um depoimento à polícia, Glaidson negou negociar criptomoedas. Alegou que atuava com “inteligência artificial, tecnologia da informação e produção de softwares”. Já para os clientes, o empresário dizia que investia no ramo das criptomoedas havia nove anos.
Além da GAS Consultoria Bitcoin, pelo menos dez empresas que oferecem investimentos com lucro alto e rápido na cidade são alvo de investigação.
Carro de luxo na casa de Glaidson Acácio dos Santos, preso pela PF
Reprodução/TV Globo
Carro de luxo na casa de Glaidson Acácio dos Santos, preso pela PF
Reprodução/TV Globo
Carros da PF no condomínio onde mora Glaidson Acácio dos Santos
Reprodução/TV Globo
Initial plugin text

- Advertisement -

Conecte

0FansLike
7FollowersFollow