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UFRJ arrecadou 500 das 10 mil peças necessárias para a recriação do acervo do Museu Nacional


Informação foi divulgada pelo diretor da instituição, Alexander Kellner, durante lançamento da campanha de arrecadação de itens expositivos nesta quinta-feira (2), quando se completam três anos do incêndio que destruiu o museu. Coletiva virtual lançou campanha para a arrecadação de itens para o novo acervo do Museu Nacional.
Reprodução/Internet
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) arrecadou cerca de 500 peças das 10 mil necessárias para recriar o acervo que ocupará os 5,5 mil metros quadrados do Museu Nacional. A informação foi dada pelo diretor da instituição, professor Alexander Kellner, durante o lançamento de campanha para a arrecadação de itens de exibição.
O anúncio da campanha foi feito na manhã desta quinta-feira (2), data na qual se completam três anos do incêndio que destruiu o Museu Nacional.
“Há duas linhas de acervo: uma de exposições para o público e outra para pesquisas. A de exposições está com cerca de 500 peças. O de pesquisa avança a passos largos. O de exposições, não. Por isso lançamos esta campanha. Precisamos de um apoio internacional muito grande para chegarmos a essas 10 mil peças”, explicou o diretor do museu, professor Alexander Kellner.
Segundo ele, instituições de pelo menos 30 países já manifestaram interesse em colaborar com a recriação do acervo do museu.
“A meta da campanha é demonstrar uma abertura para que instituições de pesquisa, museus, diferentes coletividades representativas da sociedade e colecionadores de todo o mundo possam se juntar ao Museu Nacional nessa tarefa de reconstrução”.
A campanha ganhou, inclusive, um site (www.recompoe.mn.ufrj.br) onde é possível conhecer outros detalhes.
O ambiente virtual conta com depoimentos de doadores de peças únicas que agora compõem o acervo do Museu Nacional/UFRJ, como o do diplomata aposentado Fernando Cacciatore, que doou 27 peças Greco-Romanas; o do pesquisador Wilson Savino, com uma importante Coleção Etnográfica Africana; o do Indígena Tonico Benites, com Coleção Etnográfica Indígena, o do músico Nando Reis, que doou a Coleção de Molluscas, e o do Professor do Museu Nacional João Pacheco sobre a doação de Coleção Luckesh, do Universal Museum Janneum de Graz – Áustria.
A ideia é recompor os quatro circuitos expositivos do Museu Nacional/UFRJ: Histórico (1.000 peças), Universo e Vida (4.500 peças), Diversidade Cultural (2.500 peças) e Ambientes Brasileiros (2.000 peças).
Obra custará R$ 385 milhões
A previsão é que as obras do Museu Nacional sejam concluídas totalmente em 2026.
Marcos Serra Lima / G1
Até o momento, a UFRJ arrecadou 64% dos R$ 385 milhões que serão necessários para concluir as obras de reforma do Museu Nacional – ou seja, pouco mais de R$ 245 milhões. A informação foi dada pela reitora da instituição, professora Denise Pires de Carvalho.
“Esse valor ainda terá que passar por outras etapas de avaliação, mas por enquanto trabalhamos com a previsão orçamentária total de R$ 385 milhões”.
A expectativa é que a reforma da instituição esteja completamente concluída em 2026. No entanto, a direção do museu prevê que, no dia 7 de setembro do ano que vem, data de comemoração do bicentenário da Independência do Brasil, o Passo de São Cristóvão e o Jardim das Princesas já poderão ser abertos à visitação pública.
Neste momento, o trabalho feito pela Construtora Biapó, vencedora de licitação coordenada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), resultou na feitura de 45 moldes de ornamentos escultóricos e 75 perfis/modelos para reprodução de frisos, sancas, cimalhas e molduras de 29 ambientes do palácio.

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