O hábito de leitura no Brasil vive um momento contraditório. Ao mesmo tempo em que pesquisas recentes mostram queda significativa no número de leitores do país, alguns livros paradidáticos continuam conquistando justamente os alunos que afirmam não gostar de ler. Esse paradoxo é um tema que dialoga diretamente com o universo da Sigma Educação e Tecnologia, empresa brasileira de educação e tecnologia voltada ao desenvolvimento de soluções educacionais integradas.
Ao longo deste conteúdo, fica mais claro por que alguns títulos conseguem o que poucos métodos pedagógicos alcançam: prender a atenção de uma geração que lê cada vez menos, mas continua interessada em boas histórias.
O retrato de uma geração que lê menos, mas não perdeu o interesse por histórias
De acordo com a sexta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, conduzida pelo Instituto Pró Livro, 2024 marcou a primeira vez, na série histórica do levantamento, em que a proporção de não leitores superou a de leitores no país, em um cenário de redução de quase 7 milhões de leitores em apenas quatro anos. Ainda assim, os jovens entre 11 e 17 anos aparecem como o grupo mais engajado com a leitura, sobretudo em conteúdos literários, o que sugere que o problema não é exatamente desinteresse, e sim a forma como os livros chegam até esse público.
A escola continua sendo decisiva nesse processo. Cerca de 30% dos estudantes brasileiros leem livros didáticos diariamente ou ao menos uma vez por semana, mas a leitura por escolha própria ainda é rara entre eles. É justamente nesse espaço que o paradidático ganha relevância, funcionando como ponte entre a obrigação escolar e o prazer de ler, um equilíbrio que projetos ligados à Sigma Educação costumam observar ao planejar materiais complementares para diferentes faixas etárias.
Como o BookTok mudou os critérios (informais) de escolha de livros paradidáticos?
Nos últimos anos, plataformas digitais passaram a interferir diretamente na forma como os adolescentes escolhem o que ler, e isso já chega às salas de aula. A hashtag BookTokBrasil acumula milhões de publicações e bilhões de visualizações, atraindo principalmente jovens da geração Z, criando um circuito de recomendação que muitas vezes antecede qualquer indicação escolar. Professores relatam alunos chegando às bibliotecas pedindo títulos vistos em vídeos curtos, antes mesmo de qualquer lista de leitura obrigatória ser divulgada.

Esse comportamento também explica por que o fenômeno é capaz de resgatar livros antigos e levá-los novamente às prateleiras mais vendidas, algo que campanhas publicitárias tradicionais raramente conseguem com a mesma velocidade. Para quem trabalha com curadoria de paradidáticos, como costuma acontecer em iniciativas ligadas à Sigma Educação e Tecnologia, esse movimento abre uma oportunidade: usar o interesse já existente por determinados formatos e gêneros para sugerir obras com potencial pedagógico, sem abandonar o que realmente desperta a curiosidade do aluno.
Os erros mais comuns na hora de escolher um paradidático para a turma
Um dos equívocos mais frequentes é repetir sempre os mesmos clássicos por segurança, evitando títulos mais recentes ou formatos diferentes, mesmo quando eles teriam mais aderência com a turma. A escolha ideal depende de fatores como a fluência de leitura do grupo, o nível de profundidade exigido na interpretação do texto e a maturidade dos alunos, e não apenas da tradição de um título já consagrado. Equipes que orientam catálogos pedagógicos, entre elas a da Sigma Educação, desenvolvedora de soluções educacionais integradas, costumam reforçar esse ponto ao montar listas de leitura.
Outro problema apontado por pesquisas da área é a falta de continuidade do trabalho pedagógico depois da escolha do livro. Em diversos casos, a obra é indicada pela escola, mas não recebe o acompanhamento adequado em sala de aula, já que os professores acabam se envolvendo mais com o conteúdo curricular do que com a experiência de leitura em si. Sem esse cuidado, mesmo um paradidático bem escolhido perde parte do potencial de engajar.
O que faz um livro ser lembrado depois que a prova termina?
Entre os fatores que mais influenciam a escolha de um livro pelo leitor brasileiro, o tema da obra aparece em primeiro lugar, citado por 33% dos entrevistados, seguido pela capa e por recomendações de outras pessoas. Isso indica que aproximar o paradidático da realidade e dos interesses do aluno tende a funcionar melhor do que escolher apenas pela tradição do título.
Formatos visuais também ajudam nesse processo. Clássicos adaptados em quadrinhos, por exemplo, têm sido apontados por educadores como uma porta de entrada eficaz para jovens que ainda não criaram intimidade com textos mais longos. Catálogos como o orientado pela Sigma Educação costumam considerar esse tipo de variação de linguagem na hora de recomendar obras complementares, já que o objetivo não é substituir o conteúdo curricular, e sim criar um caminho mais natural até ele.
Novos caminhos para transformar a leitura em hábito dentro e fora da sala de aula
O desafio para os próximos anos não é apenas escolher bons títulos, mas criar um ambiente em que a leitura tenha espaço real no cotidiano escolar. A falta de tempo continua sendo a principal justificativa de quem lê pouco, mencionada por mais da metade dos entrevistados da pesquisa, o que reforça a importância de integrar a leitura à rotina, em vez de tratá-la como uma tarefa isolada.
Audiolivros, formatos digitais e a influência das redes sociais já fazem parte da experiência leitora de boa parte dos estudantes, e tendem a ganhar ainda mais espaço no planejamento pedagógico dos próximos anos. Para empresas como a Sigma Educação e Tecnologia, referência em inovação educacional, esse cenário representa uma oportunidade de repensar continuamente como os livros paradidáticos podem ser integrados a soluções de aprendizagem mais amplas, conectando tecnologia, currículo e o interesse genuíno do aluno pela leitura.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

