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Centenas de peixes são encontrados mortos em lagoas de Maricá, RJ; prefeitura aciona Inea


Mortes teriam sido causadas pela baixa oxigenação da água, segundo o Inea. Amostras de água serão analisadas. Apenas em fevereiro, pelo menos três toneladas foram removidas de lagoas. Morte de peixes em lagoas de Maricá, RJ, pode ter sido provocada por baixa oxigenação da água
Reprodução/Redes sociais
A Prefeitura de Maricá (RJ) acionou o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para apurar as causas da mortandade de peixes nas lagoas da cidade. Neste fim de semana, centenas de peixes mortos foram encontrados nas Lagoas de Jacaroá e de Guarapina.
O Inea fará uma análise de amostras da água. A data do exame ainda não foi divulgada.
No sábado (4) e no domingo (5), centenas de peixes mortos apareceram em orlas de lagoas da cidade. Ainda no fim de semana, equipes da prefeitura limparam as áreas e removeram os animais mortos. Moradores relataram, ainda, mau cheiro em alguns pontos.
De acordo com o Inea, a mortandade de peixes pode ter ocorrido devido a redução do oxigênio dissolvido na água. As altas temperaturas registradas nos últimos dias, associadas à baixa profundidade de algumas regiões do sistema lagunar, podem ter favorecido a redução do oxigênio no corpo d’água, segundo o instituto.
Para a prefeitura, o aumento da carga orgânica despejada no sistema lagunar e a estiagem são fatores que também podem ter provocado a morte dos peixes.
Apenas em fevereiro deste ano, três toneladas de peixes mortos apareceram às margens das Lagoas de Jacaroá e do Caju. Na ocasião, a baixa oxigenação da água também foi apontada como causa da mortandade dos animais.
Em nota, a prefeitura afirmou que monitora o fenômeno e estuda medidas cabíveis. Ainda segundo o município, ações de revitalização das lagoas devem começar no fim deste mês.
No fim de agosto, a Prefeitura lançou o Programa Lagoa Viva e inaugurou a biofábrica para a produção de bioinsumos que serão utilizados na revitalização das águas. O método consiste em potencializar os microorganismos neutros, a partir dos bioinsumos lançados na água, “treinando-os” para que trabalhem junto com os positivos, resultando na revitalização progressiva do ecossistema. Ainda segundo a prefeitura, os dejetos das lagoas serão, então, transformados em novos resíduos, e estes servirão de alimento para peixes, camarões e pássaros, reativando a cadeia local.

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