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Chefe da maior milícia do RJ, Zinho foi preso em 2015 e solto após liminar da Justiça


Preso por por porte de arma e organização criminosa, criminoso foi solto no plantão judiciário e teve decisão confirmada por desembargadores. Zinho assumiu a milícia pouco mais de dois meses depois da morte do irmão, Ecko, em operação policial. Zinho, o último à direita, após ser preso em outubro de 2015; hoje, é o chefe da maior milícia do RJ
Reprodução/Arquivo Pessoal
Em 28 de outubro de 2015, Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, foi preso em uma operação da Polícia Civil contra milicianos na Zona Oeste do Rio. Graças a uma liminar, aceita no plantão judiciário e confirmada por desembargadores, foi solto. Hoje, foragido, é o chefe da maior milícia do Rio.
Na época, Luís Antônio da Silva Braga era apenas um dos milicianos irmãos de Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, então chefe da organização criminosa.
Zinho foi preso dentro da comunidade em que foi criado junto com o irmão, em Paciência, na Zona Oeste.
Com ele, estavam dois seguranças, segundo as investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco): Renan Ribeiro Vieira e Fabiano da Cunha Lamarca, um policial militar. Todos foram presos por posse ou porte ilegal de arma e formação de quadrilha.
Cartaz de procurado de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho
Reprodução/Portal dos Procurados
Os policiais apreenderam ainda celulares, dinheiro, duas armas, munição, além de cadernos com valores que seriam arrecadados pela milícia. Em uma anotação, identificada como gato nana, o valor chega a R$ 48,5 mil e, em outro cálculo, a quantia passa dos R$ 200 mil.
Suspeito liberado
Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, é empresário e irmão de Ecko, líder da milícia
Reprodução/Arquivo Pessoal
No plantão judiciário do dia 1º de novembro de 2015, o desembargador Siro Darlan decidiu conceder liminarmente o habeas corpus a Luís Antônio da Silva Braga. O motivo do pedido da defesa foi a não realização da audiência de custódia após as prisões.
“Registre-se, que após cinco dias não houve qualquer manifestação judicial quanto a legalidade da prisão, e portanto, patente o constrangimento ilegal que agora merece ser sanado. O pedido de liberdade provisória resta prejudicado. Diante dos fundamentos acima expostos, vislumbrando constrangimento ilegal, voto no sentido de ser deferida a liminar, determinando o relaxamento da prisão do paciente, expedindo-se o respectivo alvará de soltura, salvo se por outro motivo estiver preso”.
No dia 12 de novembro, uma decisão do desembargador relator da Quinta Câmara Criminal, Marcelo Anástocles, ratificou a liminar concedida no plantão judiciário. Com essa decisão, Zinho foi solto.
Em 2017, Zinho foi condenado a 17 anos e 11 meses de prisão por organização criminosa com uso de arma de fogo e outros crimes. Em 2018, sua defesa afirmou que sua pena foi revista para 6 anos e pediu que o mandado de prisão fosse suspenso.
Posteriormente, o mesmo desembargador disse que a decisão deveria ser do órgão colegiado. O pedido de revogação do mandado de prisão foi arquivado em outubro do mesmo ano.
Lavagem de dinheiro e ascensão
Carlinhos Três Pontes, morto em operação em abril de 2017
Divulgação
Com a morte de Carlinhos Três Pontes, em operação da Polícia Civil em 2017, quem assumiu a milícia foi o irmão dele, Wellington, conhecido como Ecko.
Com uma estratégia expansionista, o grupo passou a atuar em diversos municípios da Baixada Fluminense e também na Costa Verde, como revelou o G1 na série de reportagens Franquia do Crime, em 2018.
Miliciano Ecko foi morto neste sábado (12) em operação policial na Zona Oeste do Rio
Reprodução
Poucos dias depois da morte de Ecko, em junho, a polícia já monitorava as alianças de Zinho com antigos homens de confiança do irmão para assumir o comando da milícia de Campo Grande, Santa Cruz e Paciência, na Zona Oeste.
Zinho é considerado um homem de perfil mais ligado às atividades de lavagem de dinheiro da milícia de Santa Cruz e Campo Grande, principalmente na Baixada Fluminense.
Ele era sócio da empresa Macla Comércio e Extração de Saibro que, segundo a polícia, faturou R$ 42 milhões entre 2012 e 2017. Outras empresas da organização criminosa eram utilizadas para movimentação do dinheiro.
Dinheiro apreendido na casa do Zinho, irmão do também miliciano Ecko
Divulgação
Em 29 de agosto de 2018, a Polícia Civil tentou cumprir um mandado de prisão contra Zinho em um sítio no Espírito Santo. O irmão de Ecko conseguiu fugir pela mata, mas a polícia apreendeu o celular dele, deixado no momento da fuga.
Em janeiro de 2019, a Polícia Civil confiscou a mansão de Zinho na Barra da Tijuca, avaliada em R$ 1,7 milhão. Ele não estava em casa no momento da chegada da polícia e, desde então, está foragido.
Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, Zinho tinha outros esquemas criminosos com alvos presos, que envolviam a prática conhecida como “mescla”: depósitos sucessivos em pequenas quantias, que misturam o dinheiro de origem lícita no caixa da empresa com o dinheiro proveniente dos lucros do crime organizado.
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