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Exigência da Uerj para que concurso da área da saúde seja feito com máscara entregue pela universidade gera polêmica


Edital prevê que inscritos terão que trocar as máscaras que estiverem usando por outra de TNT (tecido não tecido), também chamadas cirúrgicas. Candidata que usa PFF2 questiona a determinação. Uerj
Reprodução/TV Globo
A exigência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para que candidatos de um processo seletivo para a área da saúde tenham que necessariamente usar máscaras entregues pela organização da prova tem gerado polêmica na internet.
O regulamento do exame, marcado para o dia 25 de outubro, estabelece que no dia da prova os candidatos terão que trocar as máscaras que estiverem usando por uma de TNT (tecido não tecido) – também chamadas de máscaras cirúrgicas.
Os itens serão entregues pelo Cepuerj (Centro de Produção da Uerj), que organiza o processo seletivo.
Diz o texto do edital que, “na entrada do prédio, o candidato fará assepsia das mãos com álcool 70%, e substituirá sua máscara por uma de TNT, a ser fornecida por um fiscal do Cepuerj”.
Afirma, ainda, que “assim que for recebida, [a máscara] deverá ser colocada no rosto, ainda na presença do fiscal, e nele manter durante todo o período de permanência nas dependências da Uerj”.
O regulamento deixa claro que “não será permitido o acesso ao prédio de candidatos portando equipamentos de proteção individual próprios”.
O processo seletivo é multidisciplinar, voltado para profissionais das áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, psicologia, saúde do idoso, saúde mental e serviço social.
Candidata questiona exigência
Uma candidata que preferiu não se identificar questionou a exigência para a prova.
“Eu fui fazer a inscrição, mas não tinha me atentado a isso, que eles chamam de regulamento ‘novo normal’, nas palavras dele. E eu não entendi. Eles vão ofertar a máscara, mas só falam que é de TNT, não especificam se é cirúrgica, de tripla camada…”, afirmou ao G1 a mulher.
Ela disse que costuma usar uma máscara PFF2 e questiona o porquê, para fazer a prova, teria que usar uma “menos eficiente”.
“Se eles se propuseram a disponibilizar, eu não entendo por que não ter uma máscara de melhor qualidade. É pela segurança dos candidatos e dos funcionários que estão aplicando a prova”, pontuou.
Numa rede social, outras pessoas reforçaram os questionamentos. Uma delas perguntou se não teria sido melhor se a organização da prova incluísse o valor de máscaras PFF2 no valor do exame. A taxa de inscrição para os candidatos é R$ 160.
Procurada pelo G1, até a publicação desta reportagem a Uerj ainda não havia se manifestado sobre a situação.
O que são máscaras de TNT?
As máscaras de TNT são as máscaras cirúrgicas, ou “de procedimento”. Depois das PFF2, são as máscaras mais eficientes na filtragem de partículas. Elas são feitas de tecido não tecido (TNT) e podem ser de vários tipos e ter várias camadas.
SAIBA MAIS:
Máscaras contra a Covid: os melhores tipos e as combinações mais eficientes
As lições de estudo da USP sobre as que mais protegem da Covid
As máscaras de TNT, segundo um estudo do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), tem uma boa proteção geral contra a Covid (entre 78% e 87%), dependendo da quantidade de camadas. Por isso, é preciso ter cautela.
À BBC News Brasil, o físico Fernando Morais, principal autor do estudo, disse que é preciso ficar atento a “pegadinhas” nos itens.
“Fica o alerta de que alguns tecidos de TNT não são muito uniformes: têm partes mais escuras e mais clarinhas, o que significa que há menos material ali (e pode haver brechas para partículas de vírus passarem). Você pode observar isso se olhar as máscaras contra a luz”, explica o físico à BBC.
E embora tenham a seu favor a eficiência de filtragem, o problema das máscaras cirúrgicas e de procedimentos costuma ser a vedação – elas acabam deixando folgas no rosto.
Dicas para não deixar a máscara frouxa:
escolher máscaras que têm um clipe nasal – pedaço de arame ou plástico que ajuda a ajustar a máscara ao nariz e evitar folgas;
combiná-las com máscaras de pano;
dar um nó nos elásticos da máscara, para ajustá-la mais rente ao rosto (mas preste atenção, pois isso pode acabar criando, também, uma folga):
ajustá-las ao rosto com uma “cinta de máscara”.
VÍDEO: Comparativo de máscaras, segundo estudo publicado na ‘Science’
VÍDEO: Comparativo de máscaras, segundo estudo publicado na ‘Science’

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