12.7 C
Canoas
Home Rio de Janeiro Ministério Público do RJ afirma que Hospital Souza Aguiar está sem plano...

Ministério Público do RJ afirma que Hospital Souza Aguiar está sem plano de combate a incêndios há oito anos

Segundo pacientes e funcionários, não há rampas, orientações para evacuação, brigada de incêndio e muitos extintores e mangueiras não funcionam. Hospital Souza Aguiar está há oito anos sem um plano de combate à incêndio
Falta de estrutura, falta de mangueiras e oito anos sem um plano de combate a incêndios – tudo no Hospital Souza Aguiar. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cobra um plano de combate a incêndios na unidade. Mas até agora, nada.
Pelos corredores do hospital, é possível ver os equipamentos de combate a incêndios, como mangueiras, danificados. Em alguns lugares da unidade, eles nem estão lá.
“Existe uma estrutura que só tem elevador e escada. São sete andares, tá? Vamos pensar: de repente, um incêndio no terceiro ou quinto andar, como é que vai fazer para descer os pacientes, sendo que os elevadores estão desligados? Tem que ser por escada, não existe rampa, não existe uma brigada de incêndio, não existe treinamento para a evacuação de pacientes”, disse um funcionário do hospital.
“Você não sabe onde ficam as saídas de emergência. Nós, como pacientes, temos que ficar pedindo auxílio aos enfermeiros, maqueiros ou seguranças”, afirmou a paciente Beatriz Martins.
Em abril deste ano, um princípio de incêndio expôs as deficiências do hospital. Foi só um curto-circuito em um ar-condicionado, sem chamas. Mas os funcionários pareciam não saber o que fazer.
O MPRJ e o Corpo de Bombeiros vêm notificando o Hospital Souza Aguiar desde 2013 por irregularidades no sistema de combate a incêndios. Eles citam a falta de manutenção em equipamentos, como extintores, e também a ausência de uma equipe treinada para prevenir, combater e evacuar as dependências.
O MPRJ afirma que o hospital está há oito anos sem um plano de controle de incêndios.
“Hoje, o que nós temos seria a intuição das pessoas e a ação pronta dos bombeiros na tentativa de debelar um foco de incêndio ou um problema até mais grave. É necessário que tenha um plano estabelecido, que o Corpo de Bombeiros, que é o órgão público especializado nessa situação, aprove para caso aconteça um problema”, disse o promotor Alberto Flores Camargo.
Ele acompanha o caso desde 2013, na gestão de Eduardo Paes. Tentou uma solução durante o governo de Marcelo Crivella, mas não conseguiu. Agora, de novo com Paes no comando, o MPRJ entrou com uma ação contra a prefeitura pedindo tutela de urgência na elaboração do plano.
No documento, o MPRJ afirma:
“Se as normas aplicáveis, vem como as autuações do Corpo de Bombeiros, não fossem tão ignoradas, teríamos, por exemplo, tragédias como a ocorrida no Hospital de Bonsucesso, quando morreram duas pacientes”.
No dia 20 de julho, foi determinado que o município apresente um projeto de segurança. O prazo termina na próxima quarta-feira (8).
APrefeitura do Rio entrou com um recurso, listando reuniões sobre o tema e alegando que tem agido.
“Um incêndio hoje no Souza Aguiar seria catastrófico. Não há rampas para a evacuação dos pacientes. Falta sinalização de rotas de fuga, os extintores não têm mangueiras. Não há brigadas de incêndi, nem um plano de emergência definido”, destacou o a diretora do Sindicato dos Enfermeiros, Mônica Armada.
“O Corpo de Bombeiros também foi intimado nessa ação para esclarecer quais são os riscos reais em termos de probabilidade de possíveis sinistros. Até agora o Corpo de Bombeiros não respondeu, ainda está no prazo deles. Mas não há motivo nenhum para considerar que, a partir de hoje, o Souza Aguiar é uma bomba-relógio. Não é esse o caso. Mas esse é um problema que pode ser resolvido em 60, 90 ou 120 dias no máximo. Acho que é um ganho de segurança para o usuário dos serviços de saúde do Rio de Janeiro”, avaliou o promotor.
O Corpo de Bombeiros informou ter respondido os questionamentos dentro do prazo e que o hospital foi notificado e autuado para que adote medidas imediatas de diminuição de riscos.
A corporação afirmou, ainda, que vem agindo de forma insistente na fiscalização do hospital.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que, em 2016, iniciou um processo para acordo com o Corpo de Bombeiros para a elaboração de um projeto de adequação às normas de segurança contra incêndio e pânico em unidades da rede municipal, incluindo o Hospital Municipal Souza Aguiar.
Segundo o órgão, apesar da importância do tema, o processo ficou praticamente parado nos últimos quatro anos, sendo retomado no início de 2021.
Vídeos mais vistos no Rio nos últimos 7 dias

- Advertisement -

Conecte

0FansLike
7FollowersFollow