12.7 C
Canoas
Home Rio de Janeiro Nova coordenadora das UPPs do RJ sobre favelas: 'Estão há muitos anos...

Nova coordenadora das UPPs do RJ sobre favelas: 'Estão há muitos anos carentes de tudo'


Unidades de Polícia Pacificadora devem passar por reestruturação. Oficial nomeada para o cargo espera contar com ações de outras pastas estaduais e municipais. Primeira mulher à frente de uma Unidade de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro, a major Pricilla de Oliveira Azevedo
Bruno Gonzalez/Extra/Agência O Globo
Serviços, oportunidade e qualificação. É o que espera para quem vive nas favelas do Rio de Janeiro a nova coordenadora das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), a tenente-coronel Pricilla Azevedo.
Na edição do podcast Desenrola, Rio desta quinta-feira (1º), a oficial defendeu que a reestruturação do projeto de polícia pacificadora conte com ações de outras pastas estaduais e municipais.
“Uma coisa que a gente não pode negar e precisa voltar a enxergar, nessa reestruturação das UPPs, que é uma vontade do nosso atual secretário da Polícia Militar, é a contribuição e a parceria de outras ações, não só do estado como também do município. Logicamente, nós precisamos de segurança. Mas a comunidade precisa além de segurança. Estão há muitos anos carentes de tudo”, disse.
Azevedo, que é ex-secretária de Assistência à Vítima, também disse que no tempo que passou na pasta se aproximou de lideranças comunitárias. E que agora o objetivo é retomar o diálogo.
“Eu precisava muito das lideranças comunitárias. Então, me aproximei deles. Por conta da pandemia, a gente estava fazendo por região. Quando eu cheguei à área do Complexo do Alemão, nós precisamos interromper. Tivemos três lideranças contaminadas e internadas [com Covid]”, explicou a oficial.
Segundo ela, a presença de UPPs possibilita a abertura de novos horizontes para os moradores. Ainda hoje, relatou, cerca de 80 projetos nas bases da PM continuam em vigor, dando oportunidades de emprego e estudo.
“A Polícia Militar abre os caminhos para as outras ações dentro das favelas. É nesse sentido que a gente tem que caminhar. Para você ter ideia, ainda hoje nós temos oitenta projetos dentro dessas comunidades. Temos quase cinco mil alunos”, disse.
Sobre existirem UPPs em áreas controladas por milicianos, a tenente-coronel afirmou que ainda não sabe se há bases nesses locais. Mas acrescentou que o objetivo da PM será combater os grupos criminosos, seja milícia ou tráfico de drogas.
“Não sei se temos UPPs nessas áreas [de milícias]. Mas de uma coisa eu tenho certeza: seja milícia, seja tráfico, seja qualquer facção, o objetivo é combater. Retirar esse domínio sobre moradores e cidadãos de bem, de mulheres trabalhadoras…”, afirmou Azevedo.
Trajetória
A tenente-coronel foi a primeira oficial mulher a comandar uma UPP, na comunidade do Santa Marta, na Zona Sul, entre 2008 e 2011. Durante a carreira, ela também foi chefe da UPP Rocinha e do batalhão da Tijuca (6°BPM).
Antes de assumir a coordenação de todas as Unidades Polícia Pacificadora, Priscilla trabalhou por quase dois anos na coordenação da Comissão de Feridos da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), responsável pelo atendimento psicossocial dos PMs de UPPs vítimas da violência.

- Advertisement -

Conecte

0FansLike
7FollowersFollow