18.3 C
Canoas
Home Economia ONS: recursos para fornecer energia nos próximos meses serão insuficientes sem oferta...

ONS: recursos para fornecer energia nos próximos meses serão insuficientes sem oferta adicional

Volume de chuvas abaixo do esperado em agosto agravou cenário, sobretudo em reservatórios da região Sul. Operador do sistema vê necessidade de 5,5 GW adicionais a partir de setembro. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou nesta quinta-feira (26) que os recursos atuais para atender a demanda de energia serão insuficientes a partir de outubro. Na avaliação do órgão, é “imprescindível” aumentar a oferta em cerca de 5,5 GW a partir de setembro.
As conclusões constam em uma atualização da nota técnica de monitoramento das condições do setor elétrico até novembro.
Na terça (24), o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), presidido pelo Ministério de Minas e Energia, já havia informado que há “relevante piora” das condições hídricas no país, sem detalhar o quadro.
A quantidade adicional necessária, de 5,5 gigawatts (GW), corresponde a cerca de 7,5% da carga total atual diária do sistema elétrico. Nesta quarta (25), por exemplo, o sistema interligado funcionou com 73,4 GW.
‘Qual é o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara porque choveu menos?’, indaga Guedes
Segundo o ONS, os principais reservatórios do país chegarão ao fim do período seco, ou seja, no mês de outubro com níveis baixos de armazenamento, E mesmo com as medidas adotadas até então para garantir o fornecimento de energia, “os recursos são insuficientes para atendimento ao mercado de energia e demandarão novas medidas no curto prazo”.
O cenário se agravou devido ao volume de chuvas menor do que o esperado para agosto, principalmente nos reservatórios da região Sul. Veja abaixo:
Chuvas abaixo da média acendem alerta nos reservatórios das maiores metrópoles
Medidas para evitar apagão
Desta forma, para garantir que não haja apagão a partir de outubro é “imprescindível o aumento da oferta em cerca de 5,5 GWmed a partir de setembro/2021 até novembro/2021”, diz o ONS.
O operador sugere as seguintes medidas:
postergação das manutenções programadas das termelétricas;
viabilização da importação de energia da Argentina e do Uruguai;
garantia da disponibilidade operativa das térmicas sem contrato;
equacionamento das questões judiciais relacionadas às disponibilidades da oferta de cinco usinas: Goiânia II, Campina Grande, Maracanaú, Palmeira de Goiás e Pernambuco III;
viabilização do terceiro navio regaseificador, para garantir gás natural, insumo usado pelas termelétricas Termoceará, Fortaleza e Vale do Açu; e
recomposição da capacidade de geração impactada pela manutenção programada da plataforma de Mexilhão e do gasoduto Rota 1, ambos da Petrobras, que escoam gás natural para termelétricas;
viabilização da térmica GNA I.
Com essas medidas, diz o ONS, “o atendimento energético é viabilizado a partir da incorporação de recursos adicionais, resultando em ganhos de armazenamento e eliminando possíveis déficits”.
As sugestões do ONS precisam ser aprovadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) para entrarem em vigor.
O ONS ressaltou, ainda, que é fundamental a continuidade das medidas já em andamento, como:
geração adicional proveniente das usinas térmicas sem Custo Variável Unitário (CVU),
Programa de Resposta Voluntária da Demanda, para que a indústria desloque a produção para fora do horário de pico, em troca de uma compensação financeira;
ações de incentivo para que a população reduza de forma voluntária o seu consumo;
novas flexibilizações dos níveis mínimos nos reservatórios das hidrelétricas de Ilha Solteira e Três Irmãos;
flexibilização dos critérios de segurança das linhas de transmissão, para permitir o maior intercâmbio de energia do Norte e Nordeste pro Sul e Sudeste; e
novas restrições temporárias de defluência nas usinas do São Francisco e na hidrelétrica de Itaipu, podendo agregar mais recursos às disponibilidades de potência.
Na pior crise hídrica em 91 anos, Governo promete desconto pra quem reduzir consumo de energia
Medidas para reduzir consumo
Nesta quarta-feira (25), o governo anunciou uma “premiação” para consumidores que conseguirem economizar energia elétrica — no entanto, as regras para o programa não foram divulgadas.
Além disso, também determinou que os órgãos públicos federais deverão reduzir o consumo de energia de 10% a 20% entre setembro de 2021 e abril de 2022.
Na ocasião, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, voltou a descartar a possibilidade de racionamento de energia.
As medidas foram anunciadas após o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) ter avaliado, na terça (24), que há “relevante piora” das condições hídricas no país.
Em novembro, quando começa o período chuvoso, o ONS prevê que os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste vão chegar a 10% da capacidade.

- Advertisement -

Conecte

0FansLike
7FollowersFollow