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Região Metropolitana do RJ tem 100 PMs baleados em 2021, aponta Fogo Cruzado


Plataforma mostra aumento da violência contra policiais; no ano passado, mesma marca foi atingida no final de novembro. Polícia Militar do Rio de Janeiro: alvos mais fáceis em 2021
Reprodução/PMERJ
Na terça-feira (1), a Região Metropolitana do Rio de Janeiro chegou a marca de 100 policiais militares baleados em 2021. O índice foi atingido com a morte do policial Daniel Alexandrino de Oliveira, de 32 anos, que era lotado no 16º BPM, em Olaria, e fazia parte da corporação desde 2013.
Segundo a plataforma Fogo Cruzado, o número revela tendência de alta no impacto da violência armada sobre os agentes de seguranças, já que o mesmo índice só foi alcançado no dia 25 de novembro do ano passado – uma diferença de quase três meses.
Para Cecília Olliveira, diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado, “não existe nenhuma solução apresentada pelo governo do estado para poupar a vida dos agentes”. Ela também destaca a falta de informação sobre um plano de segurança para o Rio de Janeiro.
“Não consta em nenhum lugar o plano de segurança do Rio de Janeiro, essa é uma informação que ninguém tem acesso. Isso dificulta que se cobrem medidas que poupam a vida dos agentes de segurança pública porque não temos sequer um plano de segurança para nos basear”, diz Cecília Oliveira.
Daniel Alexandrino de Oliveira: o centésimo policial militar baleado na Região Metropolitana do RJ. Ele não resistiu e morreu
Reprodução/TV Globo
A Fogo Cruzado mostra ainda que se somarem outras categorias da segurança pública, como policiais civis, federais, guardas municipais, policiais penais, bombeiros e militares das forças armadas, o índice de 100 baleados foi alcançando no dia 9 de julho desse ano.
Mas reforça que os policiais militares são os mais afetados, já que dos 128 agentes de segurança pública baleados (levando em conta todas as categorias da segurança), os PMs representam mais de 78% das vítimas de armas de fogo.
Número de mortos também aumentou
O número de profissionais mortos na categoria também aumentou. Até novembro de 2020, quando o índice de 100 baleados foi alcançado, foram 35 vítimas fatais.
Agora, no primeiro dia do mês de setembro de 2021, com a morte do policial Daniel, já são 39 PMs mortos. Desse total, pelo menos 12 foram mortos em ação ou operação policial.

Veja outras motivações que vitimaram PMs na Região Metropolitana do Rio de Janeiro:
Ação/operação policial: 12
Tentativa/Roubo: 10
Homicídio/Tentativa: 11
Briga: 3
Execução: 3
Novo secretário quer investir em treinamento

A Polícia Militar, por meio de sua assessoria, informou que está de olho nesse aumento, mas credita o crescimento da violência à retomada das rotinas nas ruas após um ano de restrições mais duras por causa da pandemia.
“Com o aumento de pessoas nas ruas em 2021, diversos números de ocorrências tiveram uma evolução, assim como a exposição dos policiais diante da maior incidência de atuação também aumentou”, informou a corporação.
A instituição acrescentou ainda que investe em instruções e campanhas internas para orientar a conduta dos militares durante as folgas. Em serviço, as iniciativas passam pela aquisição de diversos equipamentos importantes, como coletes de proteção balística e 30 novas viaturas blindadas recém-chegadas.
O secretário da Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Marinho Pires, que assumiu o comando da corporação no dia 27 de agosto também quer investir em treinamento.
“Vamos intensificar o treinamento da tropa. Eles farão uma imersão nos nossos centros de instrução para rever as técnicas. Quero retomar o treinamento, melhorar a capacidade deles. Temos o nosso estande de tiro virtual, nosso Centro de Instrução Especializada e Pesquisa Policial. As ferramentas vão ser amplamente utilizadas na minha gestão”, disse em entrevista ao O Globo.
Subchefe do Estado Maior da PM, Luiz Henrique Marinho Pires
Divulgação PMERJ/ Fernando Vicente
Locais mais afetados
Entre os municípios de maior ocorrência de ferimentos à bala para policiais, o Rio liderou com 44 atingidos, em segundo lugar vem São Gonçalo, com 18 baleados; Nova Iguaçu com 10 feridos ocupa o terceiro lugar.
Entre os bairros da Região Metropolitana, os mais afetados foram:
Realengo, no Rio – 4 baleados;
Cantagalo, em Guapimirim – 3 baleados;
Centro, em Nilópolis – 3 baleados;
Brás de Pina, Rio – 3 baleados;
Pavuna, Rio – 3 baleados.
Além de um plano de segurança efetivo para o estado, com priorização da vida dos policiais, a Fogo Cruzado destaca a necessidade de apoio psicológico e treinamento adequado para atender a demanda do Rio de Janeiro, que possui dinâmica de violência diferente quando comparada a de outros estados, ao ter, por exemplo, tiroteios contínuos por mais de duas horas.
Outro ponto são as operações policiais e ações de rotina que, em 2021, foram as que mais impactaram no lesionamento e morte dos agentes, o que mostra que ações pouco coordenadas oferecem risco não apenas para os cidadãos comuns, mas também para os policiais.

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