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Rio suspende uso de lote da CoronaVac interditado pela Anvisa após vacinar 1.206 pessoas; doses são seguras, diz Butantan


Secretaria Municipal de Saúde afirmou que ‘não há indicação de revacinar essas pessoas e qualquer reação adversa deve ser comunicada à unidade de saúde que aplicou a dose’. Lote de CoronaVac sendo entregue ao Ministério da Saúde pelo Instituto Butantan, nesta segunda (23)
Divulgação/Secom/GESP
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio informou neste sábado (4) que 1.206 pessoas foram vacinadas com doses da CoronaVac de um dos lotes suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. O Instituto Butantan, em São Paulo, reforçou que o imunizante é seguro.
O município acrescentou que, neste momento, “não há indicação de revacinar essas pessoas e qualquer reação adversa deve ser comunicada à unidade de saúde que aplicou a dose”. A secretaria suspendeu o uso das doses e disse que espera um posicionamento do Ministério da Saúde
Mais cedo, a Anvisa comunicou ter interditado o uso das doses como medida cautelar para pelo menos 25 lotes da vacina CoronaVac, proibindo a distribuição e uso de doses envasadas em um local de fabricação que não teria sido aprovado pelo órgão.
Em nota, também neste sábado, o Instituto Butantan afirmou que “a medida da Anvisa não deve causar “alarmismo” e que foi o próprio instituto que alertou a agência por “extrema precaução”.
E acrescentou que “convida a cúpula da Anvisa para voltar a conhecer as instalações das fábricas da Sinovac” na China (leia a nota completa abaixo).
Na sexta-feira (3), a Anvisa foi informada pelo Butantan que a farmacêutica Sinovac, fabricante dos insumos da vacina, enviou para o Brasil, na apresentação frasco-ampola (monodose e duas doses), 12.113.934 doses de CoronaVac.
RJ recebeu um dos 25 lotes
Em nota, a Secretaria estadual de Saúde (SES), informou que o Rio de Janeiro recebeu apenas um dos 25 lotes de CoronaVac suspensos pela Anvisa. Disse, ainda, que as vacinas estavam sendo distribuídas aos municípios neste final de semana.
O texto afirma que a Gerência de Imunizações da SES orientou as secretarias de Saúde municipais a armazenarem o lote fique até que haja uma nova orientação da Anvisa. E que as doses desse lote que seriam distribuídas para outros municípios neste domingo vão ficar armazenadas na Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) da pasta.
Segundo a SES, os seguintes municípios receberam doses do lote suspenso pela Anvisa:
Rio de Janeiro
Niterói
São Gonçalo
Maricá
Itaguaí
Ao contrário do Rio, que chegou a aplicar 1.206 doses do lote de CoronaVac, o município de São Gonçalo informou que não distribuiu o imunizante para os pontos de vacinação.
Até a última atualização desta reportagem, Niterói, Maricá e Itaguaí ainda não haviam esclarecido se usaram ou não as vacinas.
Veja a nota completa do Instituto Butantan:
“O Butantan esclarece que a medida da Anvisa não deve causar alarmismo. Foi o próprio Instituto que, por compromisso com a transparência e por extrema precaução, comunicou o fato à agência, após atestar a qualidade das doses recebidas. Isso garante que os imunizantes são seguros para a população.
O Instituto Butantan encaminhou à Anvisa há 15 dias toda a documentação necessária para a certificação do processo de produção em que foram feitas essas doses. Por isso, tem convicção que ela será concedida em breve. Caso necessário, pode complementar a solicitação com mais dados, inclusive da Sinovac, caso a agência julgue necessário.
A vacina do Butantan é o imunizante mais seguro à disposição do Programa Nacional de Imunizações (PNI), por causa da sua plataforma de vírus inativado.
Todos os lotes liberados pelo instituto estão de posse do Ministério da Saúde, como firmado em contrato. Reafirmamos, no entanto, que todas as doses que saíram da unidade fabril estão atestadas pelo rigoroso controle de qualidade do Butantan.
Informa, ainda, que 6 milhões de doses da vacina do Butantan, que fazem parte de um lote de 12 milhões de imunizantes formuladas no site fabril da zona oeste de SP, aguardavam liberação da Anvisa. Na última quinta-feira (2), o órgão regulatório liberou e as mesmas foram expedidas na sexta-feira (3).
Esse pedido de liberação ao órgão regulatório aconteceu por uma mudança em uma das etapas do processo de formulação da vacina, que pode ocorrer no decorrer da fabricação. A fábrica onde é feita a formulação e o envase da CoronaVac são todas certificadas pela Anvisa, desde o final de 2020.
O Butantan convida a cúpula da Anvisa para voltar a conhecer as instalações das fábricas da Sinovac, na China, e reforça o seu compromisso com a saúde pública, que é comprovado ao longo de seus 120 anos de história.”

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