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Seap pede que Justiça avalie transferência de Flordelis ou outra ré pela morte do pastor Anderson


Ordem judicial proíbe contato entre ex-deputada e as demais rés do processo. Pasta afirma que, apesar de 3 rés estarem na mesma unidade, ocupam espaços diferentes e não têm contato. Flordelis na Câmara, antes de ser cassada
Cleia Viana/Câmara dos Deputados
A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) vai solicitar à Justiça que avalie se há a necessidade de transferência da ex-deputada federal Flordelis ou de uma das outras duas três presas pela morte do pastor Anderson do Carmo que estão detidas no Instituto Penal Santo Expedito, no Rio.
Estão na unidade Flordelis, a neta Rayane dos Santos Oliveira e Andreia Santos Maia, mulher do ex-PM Siqueira Costa – acusada de fraudar carta em que filho de Flordelis confessa morte de pastor.
A pasta informou que enviará nesta segunda-feira (16) esclarecimentos à Vara Criminal, para que seja avaliada a transferência de algumas delas para a unidade feminina de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Uma ordem judicial proíbe o contato entre Flordelis e as demais rés do processo. A pasta afirma que apesar de as três estarem na mesma unidade, ocupam espaços diferentes, sem contato entre elas.
Outras duas presas no caso não estão no Santo Expedito: Mary Teixeira da Silva está na Penitenciária Talavera Bruce e Simone dos Santos Rodrigues, no Instituto Penal Oscar Stevenson.
Uma decisão judicial de setembro do ano passado já determinava que Marzi e Simone ficassem em presídios separados.
Prisão
Flordelis é presa no RJ
A ex-deputada federal Flordelis foi presa em casa, em Niterói, na última sexta-feira (13). Ao deixar a sua casa, a ex-deputada carregava uma Bíblia e repetia a seus familiares: “Amo vocês, fé em Deus”.
Flordelis é acusada de ser a mandante da morte do então marido, o pastor Anderson, assassinado na porta de casa em 16 de junho de 2019. Ela nega o crime.
A prisão preventiva de Flordelis foi decretada pela juíza Nearis dos Santos Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, dois anos e dois meses depois do crime.
A decisão se deu 48 horas após a ex-deputada ter o mandato cassado no plenário da Câmara dos Deputados, e depois de dois pedidos de prisão: um feito pelos advogados da família de Anderson, que atuam como assistentes de acusação, outro pelo Ministério Público do Rio, protocolado nesta sexta.
Até então, ela tinha imunidade parlamentar.
No pedido de prisão, o MP afirma que Flordelis atrapalhou as investigações sobre o caso, orientou réus e testemunhas e escondeu e eliminou provas importantes — como quando determinou que fossem queimadas as roupas do ex-marido.
Segundo a magistrada, a ex-deputada responderá por homicídio triplamente qualificado — motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima —, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada.
A prisão da ex-deputada foi mantida em uma audiência de custódia no sábado (14). Ela está instalada em uma cela comum, ao lado de outras presas.
Flordelis é levada para Bangu
Reprodução/GloboNews
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