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Seca preocupa pecuaristas no Centro-Oeste Paulista


Por conta da geada e da falta de chuva, a alimentação dos animais teve que ser adaptada. Sem chuva, pecuaristas buscam alternativas para alimentar rebanho
Reprodução/TV TEM
Basta entrar na zona rural para ficar de cara com o problema: está tudo muito seco. Sem chuva, a paisagem já não tem a beleza de outras épocas do ano. Assim, o gado não encontra a fartura de pastagem que havia antes.
Na fazenda de José Luiz Tavares Sebastião, em Marília (SP), o rebanho é usado para a produção de leite. São 180 vacas que garantem renda para o pecuarista. No entanto, o clima tem sido um desafio e tanto para tocar os negócios.
“A cor desse pasto é bem diferente do que era normal. Hoje não tem mais nada de verde, a geada queimou tudo, a estiagem está muito longa e, para recuperar, só na hora que chover”, conta.
Se o capim não tem a cor e nem o vigor de antes, não há outra saída a não ser oferecer ração para os animais. O gado tá comendo uma mistura de silagem de milho, soja e cevada, que é oferecida duas vezes ao dia e isso tem ajudado muito.
Mas, se por um lado o animal fica alimentado, por outro as contas sofrem. Afinal, o preço dos insumos disparou. “O custo da ração subiu muito, da silagem também. Pagava R$ 300, hoje R$ 700 a tonelada, está muito caro”, reclama.
(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 15/08/2021)
Sem chuva, pecuaristas buscam alternativas para alimentar rebanho
Se neste cardápio sai o pasto, que é o principal alimento do gado, e entra uma dieta exclusiva de ração e silagem, há uma interferência no processo de nutrição do animal. De acordo com o veterinário Ronaldo Salvagioni de Abreu, o boi precisa de 15 dias para se adaptar à nova alimentação.
A produção já sentiu os impactos da estiagem. De 800 litros por dia, a ordenha caiu para 500 litros, reflexo da menor oferta de pasto. E ainda há um outro detalhe. Nesta época, com temperaturas mais baixas, as vacas bebem menos água, o que também interfere na lactação.
Em outra propriedade, que também fica na zona rural de Marília, é criado o gado de corte. O tipo do rebanho pode até mudar, mas a realidade é a mesma. Pensando nisso, o produtor tem que recorrer a outras alternativas para continuar engordando o seu rebanho.
E a saída vem da plantação de cana-de-açúcar, usada para alimentar o gado. Não é uma solução comum, mas está ajudando no momento. A cana oferece energia, mas os índices de proteína são baixos, o que atrapalha a engorda.
Fernando, que é o dono da propriedade, diz que, embora a cotação da arroba do boi esteja em um patamar atraente, engordar esse animal encareceu, o que acaba ficando “elas por elas”, na opinião dele. Para ajudar um pouco, só mesmo a chuva.
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