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Supervia fecha duas estações do ramal Japeri por furto de materiais


As estações Comendador Soares e Austin foram fechadas temporariamente. Por volta das 17h30, os trens voltaram a circular. Nos últimos quatro dias, a concessionária precisou suspender a circulação dos trens no Rio de Janeiro quatro vezes. Roubo de cabos e grampos paralisa mais uma vez Ramal Japeri
Nos últimos quatro dias, a Supervia – concessionária do sistema ferroviário do Rio de Janeiro – precisou suspender a circulação dos trens no Rio de Janeiro quatro vezes.
Nesta quinta-feira (2), a concessionária comunicou, novamente, que duas estações do ramal Japeri tiveram que ser fechadas por furto de 700 grampos de fixação dos trilhos.
As estações Comendador Soares e Austin ficaram fechadas entre 15h e 17h30, quando os intervalos estavam em processo de normalização.
Os passageiros da Supervia passaram a conviver com constantes interrupções na circulação dos trens no estado.
Só primeiro semestre de 2021, a Supervia registrou 23 ocorrências de furtos de grampos, que somaram um total de 3.271 grampos frutados. A retirada dessas peças do sistema pode gerar riscos de acidentes graves.
Passageiros enfrentam manhã de transtornos nos trens da Supervia
Reprodução/ TV Globo
O porta-voz da Polícia Militar afirmou que seis suspeitos foram presos na manhã desta quinta (2).
“Foram aões realizadas no entorno dos estabelecimentos que lidam com a receptação desse material furtado, não só da SuperVia, como de outras concessionárias. Essa é uma ação importante, porque esses pontos foram indicados tanto pela Secretaria de Transportes, quanto pela Polícia Civil como sendo pontos sensíveis dessa atuação complexa do crime”, afirmou o Tenente-Coronel Ivan Blaz.
Segundo o presidente da SuperVia, Antonio Carlos Sanches, a concessionária pode perder completamente a capacidade de operar em até dois anos, se nenhuma medida for implementada.
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O grande desafio da concessionária atualmente é evitar os furtos de cabos e equipamentos que provocam as interrupções na circulação dos trens.
São 862 viagens suspensas, apenas entre janeiro e julho deste ano. O motivo para as interrupções é sempre o mesmo: O furto de cabos e equipamentos.
Números da crise:
Só nos primeiros seis meses de 2021, a Supervia informou que deixou de transportar mais de 2 milhões de passageiros por conta das viagens canceladas ou interrompidas no caminho em função de furtos de cabos.
862 viagens suspensas em seis meses;
2 milhões de passageiros prejudicados;
335 furtos de cabos de sinalização e energia, em 2020;
em 2021, os furtos se repetiram 364 vezes;
mais de R$ 1 milhão gasto com a compra de material para substituição dos equipamentos;
apenas 137 funcionários de segurança, o que significa que a empresa conta com apenas um trabalhador dessa área por estação;
um policial militar para patrulhar uma estação e meia e cerca de 4 quilômetros de linha férrea
Supervia acumula uma dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão.
Supervia fecha duas estações do ramal Japeri por furto de materiais. Medida causou aglomeração.
Reprodução TV Globo
Mais cedo, nesta quinta, o secretário de Estado de Transportes, Juninho do Pneu, decidiu dar uma entrevista para falar dos sucessivos problemas do setor no Rio — sobretudo dos atrasos diários registrados nos trens por conta do furto de cabos — e da ação conjunta das polícias no patrulhamento das ferrovias.
“Acho que já estamos dando uma resposta. Sei que a extensão da Supervia é muito longa, mas estamos usando o helicóptero da Polícia Militar, drones para a gente amenizar esse roubo de furto (sic) de cabos que está impactando”.
Serão 200 homens da Polícia Militar que patrulharão os 270 quilômetros dos cinco ramais da Supervia e mais três extensões que servem à Região Metropolitana. O combate à atuação de criminosos na malha ferroviária do RJ contará com drones e helicópteros.

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