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Traficantes do Rio anunciam drogas em rede social: ‘Chegou a hidropônica!’


Criminosos faziam até promoções nas postagens. Contas já foram banidas. Vídeo: traficantes vendem drogas por rede social
Traficantes de diferentes comunidades do Rio estão usando o Twitter para oferecer drogas e anunciar promoções (veja a reportagem completa abaixo). Um dos perfis chegou a seis mil seguidores. As contas mostradas nesta reportagem já foram banidas.
O RJ1 teve acesso a vídeos em que tabletes de maconha são mostrados às claras (assista acima).
“E aí, galera, pega a visão, chegou, chegou! Chegou a hidropônica”, diz um traficante de Parada de Lucas, na Zona Norte. “Alá, ó: mais verde do que antes”, detalha.
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Traficantes usam redes sociais para fazer propaganda e vender drogas no Rio
Reprodução/ TV Globo
Lives com drogas
A quadrilha fez uma live para avisar aos clientes da chegada dos tabletes. Na transmissão, mostram quilos da erva fracionados numa máquina. “Tá cortando agora, ao vivo, hein!”
Os traficantes ainda alardeiam promoções. “Na primeira opção, black friday: compre uma, leve duas, maconha top, braba!”, garante.
Traficantes aproveitam a internet para até fazer promoções da venda de drogas
Reprodução/ TV Globo
O tráfico do Jacarezinho, na Zona Norte, também transmite sua linha de produção — neste caso, com marretas e facas para cortar os pedaços da droga.
“Boca de Paris: comprou maconha de 20, levou o balão apertado de graça”, anuncia um traficante.
‘Atendimento ao consumidor’
Pela rede social, traficantes e usuários de drogas trocam informações.
Uma pessoa pergunta: “Tá rolando ainda o corte?” O traficante responde: Tá rolando”. Outra pessoa ironiza: “Bazar de maconha, só no Rio”.
Fabrício da Mota Alves, advogado especialista em direito digital, afirma que as redes sociais não podem ser responsabilizadas penalmente, mas podem tomar medidas pra evitar que os crimes aconteçam.
“O indivíduo que utiliza uma rede social para qualquer divulgação de atividade criminosa está violando os termos de uso. E isso já autoriza a plataforma a banir ou, pelo menos, censurar o conteúdo”, explica.
“A plataforma não poderá ser responsabilizada penalmente. Ela deve prover informações e elementos de prova para a investigação criminal”, emenda.
Traficantes transmitem corte de maconha na internet
Reprodução/ TV Globo
O que dizem os envolvidos
O Twitter afirmou que suspendeu permanentemente as contas que fizeram as publicações, “por violação à política de produtos ou serviços ilegais”.
A rede disse ainda que tem investido em tecnologia para identificar conteúdos que violem suas regras, mas que também conta com as denúncias de todos para poder fazer esse trabalho.
A Polícia Civil disse que as investigações desse tipo de perfil são feitas “de maneira estratégica e com sigilo por delegacias especializadas e distritais”, para identificar, localizar e prender acusados de envolvimento em diversos crimes.
O órgão não respondeu especificamente sobre os casos mostrados na reportagem.
Assista à reportagem completa:
Traficantes de diferentes comunidades vendem drogas por uma rede social

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