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Variante delta chega a 96% dos residentes contaminados no Rio


Análise foi feita por pesquisadora do Laboratório Nacional de Computação Científica, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Variante delta já representa 96% das amostras coletadas entre residentes da cidade do Rio
Um recorte nos dados de Covid no Município do Rio mostra que a variante delta já contamina 96% dos residentes da capital.
Até então, 86% das amostras coletadas no Rio de pacientes com coronavírus acusavam, na análise genética, a variante delta.
Mas parte desses infectados não mora na capital. Quando se excluem esses “forasteiros”, o percentual da delta dispara para 96%.
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Getty Images via BBC
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Ainda sob esse recorte, o percentual de residentes com a delta em 4 de agosto era de 45%. Um mês depois, mais que dobrou.
Na terça-feira, a Rede Corona-Ômica já tinha divulgado que a delta representava em junho, 6% de todas as amostras do município — incluindo moradores de fora. O percentual subiu para 48% em julho e para 86% em agosto.
As análises foram realizadas pela equipe da pesquisadora Ana Tereza Vasconcelos, do Laboratório Nacional de Computação Científica, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Segundo ela, a alta transmissibilidade da variante já era esperada, mas encontrou um cenário ainda mais propício à medida que as pessoas foram relaxando das medidas de distanciamento social e do uso de máscara.
“Temos estudos que mostram que ela transmite para até cinco pessoas, enquanto outras variantes contaminam duas. Mas no Rio e no Brasil, esses índices obtidos na pesquisa tem relação com o fato das pessoas não estarem mais seguindo o distanciamento social e nem eguindo os protocolos de segurança contra a Covid”, diz.
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Divulgação/Rede Corona-Ômica do Rio de Janeiro
Delta avança no interior
A pesquisadora recolhe e analisa dados a cada 15 dias e repassa para as secretarias municipais de Saúde para que elas possam se organizar diante do cenário.
“Assim, a Secretaria Estadual de Saúde, junto com as secretarias municipais podem pensar estratégias, como a abertura de mais leitos para atender a população”, diz.
Avanço na delta nos municípios do RJ:
junho: presente em 16 municípios;
julho: presente em 70 municípios;
agosto: presente em 87 municípios.
A rede Corona-Ômica recebeu mais de R$ 1,5 milhão da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) — recursos que permitiram o processamento de 3.952 genomas que vieram de 91 municípios.
Já a captação de pacientes com diagnóstico confirmado da infecção pelo SARS-CoV-2 são de centros de referências e hospitais do estado do Rio.
Com esses dados, foi criada uma plataforma computacional integrativa, contendo dados epidemiológicos, ômicos e metadados que são analisados e processados.
Solução está na vacinação
Ana Tereza Vasconcelos lembra ainda que a vacinação é de extrema importância para que os casos da variante delta não evoluam para casos graves ou que levem a óbitos.

“O estudo mostra o aumento de casos pela variante, mas também um índice de casos críticos ou de óbitos muito menor do que em outras situações, o que prova que a vacina funciona. Mas o que precisamos fazer é continuar vacinando, o mais rápido possível, e manter todas as medidas para evitar a Covid: máscara, distanciamento, álcool em gel. As pessoas largaram a máscara, por exemplo. Ainda não é hora disso”, ressalta.

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