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Beneficiária do INSS teve pagamento fraudado para duas cidades diferentes no RJ

Dona Noemy, de 86 anos, não recebe os pagamentos desde março e não consegue recolocar a pensão em seu nome. Homem afastado por glaucoma teve benefício suspenso e foi demitido de emprego. Beneficiários do INSS lutam para receber o benefício
Uma beneficiária do INSS de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, descobriu que uma outra pessoa está recebendo os pagamentos de sua pensão desde março de 2021. Dona Noemy, de 86 anos, é uma das pessoas que lutam por meses para receber o benefício.
“Inicialmente, fomos ao banco, fizemos a prova de vida, aguardamos uns 10 dias para o dinheiro ficar disponível para saque”, disse Renata Martin Teixeira, sobrinha de Noemy. Quando o pagamento não foi feito, o banco foi procurado e a família descobriu: havia uma mudança de local de pagamento de Nova Iguaçu para Araruama, na Região dos Lagos. Depois, pagamentos foram feitos em outro local.
“Quando mudamos a senha, em maio, achamos que estava tudo certo. Nada aconteceu. Fizemos o registro de ocorrência, entramos com processo para ela conseguir receber o dinheiro dela. Descobrimos que o pagamento foi feito em outro banco, em Duque de Caxias, e depois novamente em Araruama”, contou a sobrinha.
O INSS disse que o caso de dona Noemy está sendo analisado, e pediu que ela não acesse mais sua conta no INSS até que a situação seja solucionada.
De acordo com o RJ1, mais de 160 mil pessoas aguardam análises de pedidos do INSS.
Contribuintes dizem que pedidos de aposentadoria ficam anos em análise no INSS
Outros casos
Aldecyr Soares, que foi afastado pelo INSS depois de um erro no trabalho, disse que até hoje não conseguiu o benefício, e que no meio do processo ainda foi demitido pelo Grupo Pão de Açúcar.
“É um direito meu, eu trabalhava, e é muito frustante você ser portador de uma deficiência, e quando você achar que você tá coberto, que você tá seguro, que você vai receber o que é seu de direito, um órgão de impede de receber isso”, lamentou.
“A situação que me levou a ser afastado foi quebra de caixa, eu dei o troco, era pra eu dar um troco de R$ 2, eu confundi uma nota de R$ 2 com uma nota de R$100, por duas vezes e foi descontado do meu salário”, relatou.
Ele foi afastado em novembro de 2020. Recebia o benefício normalmente até maio, quando teve o contrato rescindido.
“No dia 3 de maio de 2021 o aplicativo do INSS me colocou em análise, e simplesmente suspendeu meu pagamento, suspendeu os meus direitos. Por este motivo a empresa me deu uma demissão por justa causa e abandono de emprego, ao qual eu perdi o direito do meu plano de saúde dos meus benefícios”, relatou Aldecyr.
Já são cinco meses de ligações, espera, ansiedade e decepção com a falta de respostas. Por causa da falta do dinheiro, ele e a mulher, Vanessa, tiveram que se mudar de São João de Meriti para Magé.
“Eu gostaria de saber se o INSS tem a disponibilidade de me ajudar o mais rápido possível, e a empresa, o que eu quero da empresa é que a empresa devolva os meus direitos. Eu faço uma pergunta pro governo, até quando os nosso direitos vão ser tomados?
Thais Augusto Maciel, que está grávida, também está sem receber o benefício desde maio. Grávida, afirmou que as despesas subiram. Ela já fez perícia e aguarda com ansiedade:
“Não tem previsão pois eles dizem que a fila é única, não tem prioridade e que eu tenho que aguardar que mesmo que demore pra sair eu vou receber os retroativos. Se eu to precisando do dinheiro agora, vou sobreviver sem salário? Não dá”, desabafou.
Milton Rogério da Silva, viúvo desde 2019, entrou com pedido de pensão por morte e aguarda desde novembro daquele mesmo ano.
“Eu entro no Meu INSS, consta que tá em analise, eu entro no 135 tá em analise, agora minha responde vocês, como que pode tá em analise uma coisa que eu já ganhei, não era pra tá em análise? Eu estou desempregado, estou passando necessidade, eu perdi meu emprego, por favor me ajudem”, afirmou.
Respostas
Procurado, o INSS afirmou que, no caso de Aldecyr Soares, solicitou uma nova perícia, e que, caso decida pela renovação do afastamento, vai ter direito ao benefício de novo.
O órgão também disse que o requerimento da Thais Maciel está em fase final de análise. No caso de Milton Rogério da Silva, o pedido foi reprovado falta de comprovação da união estável. De acordo com o órgão, ele entrou com um recurso, que está sendo analisado.
O grupo Pão de Açúcar afirmou que teve informação do encerramento do benefício do INSS, enviou a comunicação para o endereço cadastrado de Aldecyr, mas a reavaliação médica não foi feita dentro do prazo e o contrato com ele foi encerrado. O grupo finalizou dizendo que está em contato com a família para solucionar o problema.

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