16 C
Canoas
Home Rio de Janeiro Coletivo LGBT de Teresópolis, RJ, emite nota de repúdio após fala de...

Coletivo LGBT de Teresópolis, RJ, emite nota de repúdio após fala de vereador em sessão na Câmara


Vereador Amós Laurindo (DEM) usou o termo incorreto “homossexualismo” durante uma homenagem a classe dos pastores durante uma sessão do dia 31 de agosto e disse que os pastores “resgatam vidas do homossexualismo, drogas e vícios”. Coletivo LGBTQIA+ emite nota de repúdio contra fala de vereador durante sessão em Teresópolis, no RJ
Divulgação
O Coletivo LGBTQIA+ de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, fez uma manifestação em denúncia a uma fala classificada como homofóbica durante uma sessão da Câmara de Vereadores do município no dia 31 de agosto. O protesto aconteceu na quarta-feira (1°), na frente da casa legislativa.
Na sessão, o vereador Amós Laurindo (DEM) prestou homenagem a pastores de Teresópolis e, durante o discurso, usou o termo incorreto “homossexualismo” para se referir a pessoas da comunidade LGBT.
“Me sinto lisonjeado pela oportunidade que Deus me concede em estar nesse plenário podendo honrar pessoas que exercem um papel fundamento na sociedade, que é classe dos pastores. Um papel que vai muito além do que simplesmente estar em um púlpito com um microfone na mão ou uma bíblia. Um papel no dia-a-dia da sociedade em resgatar vidas do homossexualismo, resgatar vidas das drogas e dois vícios”, disse o vereador.
Coletivo LGBT de Teresópolis, RJ, classifica falas de vereador como homofóbicas
Depois da fala, integrantes da comunidade LGBTQIA+ protestaram contra a fala. O coletivo diz ainda que toda a fala é homofóbica porque vidas LGBTs não precisam ser resgatadas e associar a identidade LGBT a vícios e drogas, é dizer que pessoas LGBTs são doentes e precisam ser curadas.
Os integrantes do movimento usaram faixas com dizeres como “amor não é doença, cure seu preconceito” e “homofobia mata”.
Protesto contra fala de vereador em Teresópolis teve cartaz com dizeres ‘amor não é doença, cure seu preconceito’
Divulgação
O movimento explicou ainda que não se usa o termo “homossexualismo” porque o sufixo “ismo” designa algum tipo de doença e ser LGBTQIA+ não é nenhum distúrbio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou, desde o dia 17 de maio de 1990, a homossexualidade como um distúrbio mental da classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde.
A Câmara Municipal de Teresópolis informou que encaminhou para a Comissão de Constituição e Justiça a denúncia feita pelo coletivo LGBT sobre a fala do parlamentar.
Em nota, o vereador Amós Laurindo disse que “a liberdade de expressão e de imprensa são valores inestimáveis ao estado democrático de direito e nunca foi o intuito de o vereador atingir a comunidade LGBTQIA+ por qualquer meio e que reconhece e estima essa comunidade com com respeito a que se deve como cidadãos, dotados de direitos e deveres assim com pares da sociedade”.
O vereador disse ainda que o mandato dele é participativo e que o gabinete estará sempre à disposição de toda a sociedade teresopolitana, independente de orientação sexual, religião ou raça.
O Democratas, partido do vereador, disse em nota que a liberdade de expressão e de imprensa são valores inestimáveis ao estado democrático de direito e a opinião individual dos mandatários diz respeito ao mandato.
Já o presidente do Democratas disse que, “pessoalmente, lamenta que movimentos minoritários queiram censurar a fala e a opinião de parlamentares. Não é salutar conviver com a criminalização da opinião para aqueles que defendemos a democracia”.
A Câmara Municipal de Teresópolis disse, no caso em questão, que a declaração do vereador não reflete a posição e o pensamento do poder legislativo municipal, e que cabe a cada parlamentar se responsabilizar por seus atos e posicionamentos.

- Advertisement -

Conecte

0FansLike
7FollowersFollow