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Fiocruz registra aumento de casos graves e mortes por Covid em idosos no Rio

Número de pessoas internadas com 80 anos ou mais atingiu o maior patamar desde o início da pandemia: 848, em uma semana.Variante delta pode ter relação com os casos. Rio registra aumento de casos graves e mortes por Covid 19, diz Fiocruz
Um estudo da Fiocruz mostra aumento nos números de casos graves e de mortos por Covid entre idosos no Rio. É a primeira vez, desde fevereiro, que o número de mortos pela doença cresce entre as pessoas de 60 anos ou mais na cidade.
O estudo mostra ainda que o número de pessoas internadas com 80 anos ou mais atingiu o maior patamar desde o início da pandemia: 848, em uma semana.
Também foram registradas 175 mortes nessa faixa etária, de acordo com a estimativa da última semana epidemiológica, o mais alto desde abril.
Três fatores podem explicar essa escalada da Covid entre os idosos, segundo os pesquisadores da Fiocruz:
o relaxamento das medidas restritivas;
a perda gradativa da proteção que as vacinas dão;
a variante delta, que é mais transmissível, e está avançando no Rio de Janeiro.
Variante delta influencia nos casos
“Se não tivesse a vacina, esses números nessa população seriam ainda maiores. Se a gente facilita a transmissão, vai acabar afetando também a população já vacinada, mesmo com a segunda dose. A gente tem a transmissão por escolhas nossas e uma variante mais transmissível. Então quando a gente junta as duas coisas, a gente tem um cenário extremamente preocupante”, diz o pesquisador Marcelo Gomes, da Fiocruz.
Segundo a Prefeitura do Rio, o município está se tornando o epicentro da variante delta no país. A cidade tem 93% dos idosos com a imunização completa e já planejou a aplicação da terceira dose da vacina nas pessoas com mais de 60 anos.
“A princípio no nosso calendário, está previsto para gente vacinar os maiores de 80 anos no mês de outubro, os maiores de 70 anos no mês de novembro e os maiores de 60 no mês de dezembro. Claro que, se a gente conseguir ter evidências sólidas e científicas claras para isso, é muito importante que o Ministério da Saúde também se planeje para compra dessas vacinas para que a gente não seja surpreendido, se de fato for necessário, de não ter vacina na época”, diz Daniel Soranz, Secretário de Saúde do Rio.
Para os especialistas, esse não é o momento de baixar a guarda.
“A gente tem que continuar, principalmente com a questão das máscaras adequadas justamente ajustadas no rosto. Se a gente acha que o problema acabou simplesmente porque a gente está com a vacina. Aí não tem jeito. Volta esse cenário que a gente está vendo agora de retomada do crescimento”, alerta Marcelo Gomes.

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