Conforme informa Andre de Barros Faria, CEO da Vert Analytics, empresa referência nacional em soluções analíticas e inteligência artificial aplicadas à gestão pública e corporativa, criar impacto positivo para clientes e cidadãos deixou de ser um diferencial periférico e passou a ocupar uma posição central na forma como empresas constroem relevância. Em um ambiente marcado por maior exigência social, avanço tecnológico e mudanças no comportamento de consumo, organizações que pensam apenas em desempenho interno tendem a perder conexão com a realidade ao seu redor.
Saiba mais a seguir!
Por que o impacto positivo se tornou um tema estratégico para as empresas?
Durante muito tempo, o papel das empresas foi avaliado quase exclusivamente por indicadores de eficiência, rentabilidade e expansão. Embora esses fatores continuem importantes, eles já não bastam para sustentar valor no longo prazo. Clientes e cidadãos observam com mais atenção como uma organização atua, quais efeitos ela produz e de que maneira suas decisões afetam a experiência de consumo, o ambiente social e a confiança coletiva.
Esse movimento tornou o impacto positivo um tema estratégico porque ele está ligado à legitimidade. Uma empresa que entrega soluções úteis, respeita públicos diversos, simplifica a vida das pessoas e opera com responsabilidade fortalece seu espaço no mercado. Já negócios que ignoram essa dimensão tendem a enfrentar desgaste reputacional, perda de credibilidade e distanciamento do público.
Além disso, o conceito de impacto positivo não se limita a ações sociais pontuais ou campanhas de imagem. Ele envolve a capacidade de gerar benefícios concretos a partir da própria atividade principal. Segundo Andre de Barros Faria, isso significa repensar produtos, serviços, processos e relacionamentos para que a operação da empresa produza valor real, tanto para quem consome quanto para quem convive com seus efeitos.
O que significa gerar valor para clientes e cidadãos ao mesmo tempo?
Gerar valor para clientes e cidadãos exige uma visão mais ampla sobre o que a empresa entrega. O cliente busca eficiência, clareza, qualidade, conveniência e boa experiência. O cidadão, por sua vez, observa consequências coletivas, como acessibilidade, responsabilidade, ética, transparência e contribuição social. Em muitos casos, esses dois olhares não são opostos. Pelo contrário, eles se complementam, destaca o CEO Andre de Barros Faria.

Quando uma empresa simplifica o acesso a um serviço, melhora a comunicação, reduz burocracias e investe em soluções mais úteis, ela beneficia diretamente o cliente. Mas também impacta positivamente o cidadão ao tornar relações mais justas, inclusivas e funcionais. Da mesma forma, quando uma organização trata dados com responsabilidade, respeita normas, qualifica sua governança e evita práticas abusivas, ela não apenas protege sua reputação, mas contribui para um ambiente econômico mais confiável.
Como transformar o propósito em prática dentro da rotina empresarial?
De acordo com Andre de Barros Faria, o primeiro passo para criar impacto positivo é abandonar a lógica abstrata. Muitas organizações falam em propósito, mas poucas conseguem traduzi-lo em decisões concretas. O impacto começa a existir de fato quando a empresa revisa sua operação e identifica onde pode melhorar a vida das pessoas com mais consistência. Isso passa por atendimento, linguagem, acessibilidade, qualidade da entrega, uso de tecnologia, gestão de equipes e compromisso com padrões éticos.
Também é importante compreender que impacto positivo não nasce apenas de grandes projetos. Em muitos casos, ele se constrói por meio de melhorias contínuas e decisões aparentemente simples. Um processo mais transparente, uma comunicação menos confusa, um serviço mais inclusivo ou uma política interna mais coerente já podem gerar efeitos relevantes. O valor está na capacidade de perceber que a experiência das pessoas é moldada por detalhes acumulados.
Outro ponto essencial é a escuta. Empresas que desejam produzir benefícios reais precisam observar com mais atenção as demandas do público, as dificuldades enfrentadas pelos usuários e os sinais do contexto social em que estão inseridas. Sem essa escuta, a organização corre o risco de criar soluções voltadas mais para sua própria narrativa do que para necessidades reais. Impactar positivamente depende menos de intenção declarada e mais de aderência à realidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

