Para o especialista Carlos Eduardo Rosalba Padilha, a busca pela estrutura de capital ideal é um desafio constante para empresas que desejam expandir de forma sustentável. Encontrar o equilíbrio entre dívida e capital próprio significa alinhar segurança financeira com potencial de crescimento empresarial, garantindo acesso a recursos sem comprometer a estabilidade. Compreender como definir essa composição é um passo fundamental para atrair investidores, reduzir custos de capital e sustentar estratégias de longo prazo.
Este guia mostra como estruturar seu capital de forma inteligente e competitiva. Veja mais a seguir:
O papel do capital próprio no crescimento empresarial
O capital próprio representa os recursos investidos diretamente pelos sócios ou acionistas da empresa. Ele confere maior autonomia financeira, já que não gera obrigações de pagamento de juros, permitindo maior flexibilidade para reinvestir os lucros. Para empresas em expansão, essa forma de capital pode ser crucial para financiar inovação, abrir filiais ou desenvolver novos produtos sem o peso de dívidas adicionais.
De acordo com Carlos Padilha, o capital próprio fortalece a imagem da empresa no mercado, demonstrando solidez e comprometimento dos acionistas. No entanto, essa opção também apresenta limitações, pois pode reduzir a rentabilidade esperada pelos investidores, uma vez que o retorno do capital fica diretamente vinculado ao desempenho do negócio. Assim, a decisão sobre quanto depender de capital próprio deve ser cuidadosamente avaliada em função das metas estratégicas da organização.
O uso estratégico do capital de terceiros
A dívida, quando bem administrada, pode ser uma poderosa alavanca para o crescimento. Linhas de crédito, financiamentos e emissões de debêntures permitem que a empresa amplie sua capacidade de investimento sem precisar recorrer apenas aos recursos dos acionistas. Dessa forma, com taxas de juros controladas e prazos adequados, a dívida pode acelerar a expansão e gerar retornos superiores ao custo do capital captado.

Segundo Carlos Eduardo Rosalba Padilha, o grande desafio é evitar que a alavancagem financeira ultrapasse os limites da capacidade de pagamento da empresa. Dívidas mal estruturadas podem comprometer o fluxo de caixa e aumentar o risco de insolvência. Por isso, é essencial analisar indicadores como índice de cobertura de juros e relação dívida/EBITDA. Dessa forma, a dívida deixa de ser um peso e se torna um instrumento estratégico, desde que inserida em um planejamento sólido.
Encontrando o equilíbrio entre dívida e capital próprio
A estrutura de capital ideal não segue uma fórmula única, pois varia de acordo com o setor, o porte e o estágio de crescimento da empresa. O segredo está em encontrar a proporção que ofereça o menor custo médio ponderado de capital (WACC), garantindo ao mesmo tempo segurança e competitividade. Isso significa usar dívida em níveis que maximizem os benefícios fiscais dos juros sem elevar excessivamente os riscos financeiros.
Ademais, como pontua Carlos Padilha, empresas que conseguem equilibrar adequadamente capital próprio e de terceiros ganham maior credibilidade junto a investidores e instituições financeiras. Essa confiança abre portas para novas fontes de financiamento e amplia a capacidade de negociação. Além disso, uma estrutura de capital bem desenhada dá flexibilidade para enfrentar crises e aproveitar oportunidades de mercado, tornando-se um diferencial competitivo no cenário global.
Conclui-se assim que, definir a estrutura de capital ideal é um passo estratégico para empresas que buscam crescer de forma sustentável. O equilíbrio entre dívida e capital próprio garante acesso a recursos, redução de riscos e fortalecimento da posição no mercado. Como destaca o especialista Carlos Eduardo Rosalba Padilha, mais do que uma decisão financeira, trata-se de uma escolha que impacta diretamente a estratégia de longo prazo e a capacidade de inovação da organização.
Autor: Scarlet Petrovic