O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebeu, nos dias 26 e 27 de setembro de 2026, uma edição especial do HACKTUDO – Festival de Cultura Digital. Realizado no Parque do Flamengo, na Zona Sul, o evento marcou os dez anos da iniciativa com uma programação gratuita dedicada ao encontro entre arte, tecnologia, ciência, criatividade e entretenimento.
Durante os dois dias, o público teve contato com instalações interativas, experiências de inteligência artificial, realidade virtual e aumentada, robótica, drones, games, oficinas e atividades de cultura maker. A proposta foi apresentar as novas tecnologias como ferramentas de criação e participação, aproximando pessoas de diferentes idades de experiências que combinam recursos digitais, expressão artística e experimentação.
Segundo informações divulgadas pelo HACKTUDO, o acesso foi gratuito, mediante retirada antecipada de ingresso e sujeito à lotação. No sábado, 26 de setembro, a programação ocorreu das 16h às 22h. No domingo, 27 de setembro, as atividades foram realizadas das 14h às 20h.
Instalações combinaram luz, som e participação
A programação do HACKTUDO 2026 no Rio reuniu atrações como HackPrint 3D, HackPaint VR, HackDrones, Harpa Laser, Medusa, Controlaço, AviMão, Hack-Sense e Tem Menina no Circuito. As experiências exploraram fabricação digital, sensores de movimento, ambientes audiovisuais e diferentes formas de interação entre o visitante e a obra.
Entre os destaques esteve “O Mundo Girou”, instalação composta por 20 cubos giratórios. A obra foi apresentada como uma representação de transformações ocorridas ao longo da última década, período que também corresponde à trajetória do festival. A participação do público era parte importante da proposta, com instalações pensadas para serem observadas, acionadas ou experimentadas.
Outra experiência divulgada foi “Vozes da Mente”, relacionada à instalação Cérebro-Luz. O conjunto de atrações também incluiu trabalhos que utilizam fitas de LED, movimento, som e recursos visuais para criar ambientes imersivos. Em vez de limitar a tecnologia a telas e dispositivos convencionais, o festival apresentou possibilidades de uso em espaços físicos e obras participativas.
Rio conecta inovação ao circuito cultural
A realização no MAM Rio aproximou a cultura digital de um dos espaços culturais mais reconhecidos da cidade. A localização no Parque do Flamengo também inseriu o festival em uma área de circulação pública da Zona Sul, ampliando a relação entre o evento, a paisagem carioca e o acesso a atividades culturais gratuitas.
Para o Riotur, a programação reuniu recursos como inteligência artificial, realidade virtual, robótica e fabricação digital em uma experiência voltada à criatividade. O formato atende a públicos interessados em inovação, mas também pode alcançar famílias, estudantes, educadores e profissionais ligados à economia criativa.
A edição especial também reforçou a proposta do festival de democratizar o acesso às novas tecnologias por meio de atrações artísticas e criativas gratuitas. Ao ocupar um museu de arte moderna, o HACKTUDO apresentou a inovação como parte da produção cultural contemporânea e não apenas como uma solução técnica ou um produto de mercado.
Evento celebrou dez anos de cultura digital
A edição de 2026 foi anunciada como uma celebração dos dez anos do HACKTUDO. Ao longo dessa trajetória, a iniciativa passou a reunir diferentes linguagens e áreas de conhecimento em uma programação que combina entretenimento, educação e experimentação. A edição realizada no Rio de Janeiro integrou esse percurso com uma agenda concentrada em dois dias.
Além das atrações instaladas no MAM Rio, o festival também divulgou atividades ligadas a oficinas e à cultura maker, campo associado à criação prática, à fabricação digital e ao uso inventivo de ferramentas. A combinação permitiu que o público não apenas acompanhasse demonstrações, mas também se aproximasse dos processos que envolvem a construção de experiências tecnológicas.
De acordo com a página do evento no Visit Rio e com as informações de ingressos divulgadas pela Sympla, a edição foi estruturada para receber o público gratuitamente, com controle de acesso conforme a capacidade do espaço. Como as atividades foram encerradas em 27 de setembro de 2026, o evento fica registrado como uma iniciativa recente de integração entre arte, ciência, tecnologia e cultura no Rio de Janeiro.

