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Parentes de ambulante morta no Chapadão prestam depoimento


‘Eu não sou contra a polícia, eles estão no trabalho deles. Mas tem que averiguar antes de atirar’, afirma tia de Priscila Silva. Parentes de ambulante morta no Chapadão prestam depoimento
Parentes da ambulante morta na última semana no Complexo de favelas do Chapadão, na Zona Norte, prestaram depoimento nesta segunda-feira (16) na Delegacia de Homicídios. Priscila Silva tinha 35 anos e foi baleada durante uma operação da Polícia Militar.
As irmãs, a tia, a filha. Todas foram ouvidas na Delegacia de Homicídios da Capital, que investiga as circunstâncias da morte da ambulante, atingida por um tiro que a matou na última quinta-feira.
‘Eles têm de pagar pelo erro que cometeram’, diz parente de vendedora
É uma história com duas versões. A Polícia Militar diz que PMs do Batalhão de Irajá estavam fazendo patrulhamento numa rua da Pavuna, quando foram atacados por criminosos armados e revidaram.
Testemunhas, entretanto, dizem que não havia confronto. E que o tiro que matou Priscila veio da polícia.
“A gente sabe que ela foi alvejada com tiro, de casaco preto e capuz. Ela não viu, mas são todos os relatos, iguais, tomando café saindo da padaria, um tiro foi dado e acertado e tirou a vida dela. Não tinha tiroteio. E foi o tiro que tirou a vida da minha irmã”, afirmou a irmã de Priscila, Thairis Pereira.
Thairis também contou que a irmã foi atingida por um único tiro, que veio da parte de trás da padaria. Além de Priscila, um homem também morreu. A polícia afirma que ele era traficante.
Moradora do Complexo do Chapadão morre após ser atingida por bala perdida em tiroteio entre policiais e criminosos
Arquivo pessoal
O Hospital Estadual Carlos Chagas informou que a ambulante já chegou morta à unidade. Priscila era vendedora ambulante, 36 anos, e foi sepultada no sábado.
“[Era uma] Menina muito respeitadora, muito boa, com todo mundo. O que aconteceu com ela não será a primeira nem a última. É estatística”, afirmou a tia de Priscila, Sandra Silva.
“Só queremos viver em paz na comunidade. Isso acontece toda hora, queremos paz, que a gente não tem. Eu não sou contra a polícia, eles estão no trabalho deles. Mas tem que averiguar antes de atirar”, acrescentou a tia.
A família da Priscila também esteve nesta segunda-feira na Defensoria Pública. Ao mesmo tempo em que lutam por justiça, os parentes tem medo.
A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados também está acompanhando caso. E vai ser solicitado atendimento psicológico para os filhos da vendedora.
“Muita revolta pra família, muito medo, diante desse cenário de operações da PM no Chapadão. Nos últimos meses foram várias mortes lá. E a família tem receio de tudo o que acontece. Por isso pediu ajuda da comissão, que vai acompanhar esse processo de delegacia”, disse Rodrigo Mondego, procurador da Comissão de Direitos humanos da OAB.
O advogado acrescentou que a instituição tem confiança na Delegacia de Homicídios, dizendo que a unidade já chegou aos responsáveis de vários outros crimes.

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