A Nova Força de Segurança no Rio está no centro das discussões após a prefeitura anunciar em março de 2025 a proposta de criação de um grupamento municipal armado. Conforme matéria da Revista Rio da EBC Rádios o projeto enviado à Câmara dos Vereadores visa combater pequenos delitos nas ruas da capital fluminense. Liderada pelo prefeito Eduardo Paes a iniciativa prevê agentes com armas de fogo atuando de forma complementar às polícias estadual e federal. A Nova Força de Segurança no Rio surge como resposta à crescente demanda por segurança pública em áreas urbanas. O plano tem gerado debates acalorados entre apoiadores e críticos da medida. A população carioca acompanha de perto os próximos passos dessa proposta polêmica.
O objetivo da Nova Força de Segurança no Rio é claro segundo a prefeitura: focar na prevenção de furtos e roubos que afetam o dia a dia dos moradores. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Secretaria Municipal de Ordem Pública revelou que 50% desses crimes ocorrem em apenas 5,3% do território da cidade. A Nova Força de Segurança no Rio seria estruturada para atuar em pontos estratégicos identificados como vulneráveis. Diferente das forças tradicionais o grupamento não teria como meta enfrentar o crime organizado. A proposta destaca uma abordagem preventiva deixando o combate a facções para as polícias Militar e Civil. Esse recorte busca justificar a criação de mais uma camada de proteção urbana.
A Nova Força de Segurança no Rio enfrentou resistência logo após ser anunciada com críticas partindo de diversos setores da sociedade. Guardas municipais protestaram contra o projeto durante audiência pública na Câmara dos Vereadores na semana passada. Eles argumentam que a medida desvaloriza a corporação atual ao priorizar agentes temporários armados em vez de investir na estrutura existente. A Nova Força de Segurança no Rio também preocupa especialistas que veem o aumento de armas nas ruas como risco à população. O professor Lenin Pires da UFF ouvido pela Revista Rio questiona a eficiência da iniciativa. O debate reflete a complexidade de equilibrar segurança e direitos civis na cidade.
A estrutura da Nova Força de Segurança no Rio inclui planos ambiciosos para sua implementação até 2028. A prefeitura estima recrutar 4200 agentes começando com 600 no segundo semestre de 2025. Esses profissionais seriam selecionados entre reservistas das Forças Armadas e guardas municipais aprovados em processos internos. A Nova Força de Segurança no Rio contaria com uma divisão de elite chamada Força de Segurança Armada recebendo salários de até 13 mil reais. A proposta prevê ainda corregedoria e ouvidoria independentes para fiscalizar as ações do grupamento. Paes defende que o modelo trará mais controle e transparência à segurança municipal.
A legalidade da Nova Força de Segurança no Rio é outro ponto de controvérsia levantado por opositores do projeto. Entidades como a Associação das Guardas Municipais do Brasil já acionaram a Justiça alegando inconstitucionalidade na criação de uma nova força armada municipal. A Constituição Federal limita aos municípios a formação de guardas para proteger bens e serviços públicos sem prever poderes policiais ampliados. A Nova Força de Segurança no Rio desafia essa interpretação ao propor policiamento ostensivo nas ruas. Parlamentares da oposição prometem barrar o projeto na Câmara. O embate jurídico pode definir o destino da iniciativa nos próximos meses.
A Nova Força de Segurança no Rio também reflete uma mudança de rumo na gestão de Eduardo Paes que ajustou a proposta inicial após pressões. Originalmente o plano excluía os guardas municipais da nova estrutura gerando insatisfação na categoria. Em resposta a prefeitura anunciou que a Guarda Municipal será transformada na Nova Força de Segurança no Rio integrando agentes atuais à divisão armada. Essa alteração veio após decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou guardas a atuar no patrulhamento ostensivo. Paes aposta nessa adaptação para alinhar o projeto à legislação e conquistar apoio político. A estratégia busca aplacar críticas e viabilizar a aprovação do texto.
Os impactos da Nova Força de Segurança no Rio na vida dos cariocas ainda são incertos mas já mobilizam a opinião pública. Moradores de áreas afetadas por pequenos crimes como o Centro e a Zona Sul veem na proposta uma chance de maior tranquilidade nas ruas. Por outro lado ativistas e movimentos sociais temem a militarização do espaço urbano com mais armas em circulação. A Nova Força de Segurança no Rio pode alterar a dinâmica de convivência na cidade dependendo de sua execução. A ausência de câmeras corporais nos agentes é outra preocupação levantada em debates. O equilíbrio entre segurança e liberdade será testado caso o projeto avance.
A Nova Força de Segurança no Rio segue em tramitação na Câmara dos Vereadores com votação prevista até junho de 2025. O governo municipal intensifica articulações para garantir os 34 votos necessários à aprovação enfrentando resistência de vereadores da oposição e até da base aliada. A audiência pública recente mostrou a polarização em torno da Nova Força de Segurança no Rio com argumentos pró e contra ecoando no plenário. Se aprovada a medida marcará um novo capítulo na gestão da segurança pública carioca. O resultado definirá se Paes conseguirá emplacar sua visão de um Rio mais seguro. A cidade aguarda ansiosa o desfecho dessa disputa legislativa.
Autor: Scarlet Petrovic
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital