Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suporte, a engenharia brasileira desponta como protagonista em um dos projetos ambientais mais ambiciosos do Oriente Médio: o Canal da Paz. A iniciativa, conduzida por Jordânia e Israel, pretende transportar água do Mar Vermelho para conter o acelerado processo de retração do Mar Morto, cuja redução ameaça o equilíbrio ambiental e econômico da região.
A tecnologia nacional de lançamento de dutos em túneis surge como solução estratégica para superar um dos principais desafios da obra: a transposição dos 25,5 quilômetros de uma cordilheira que separa os dois corpos hídricos. A proposta coloca o Brasil no centro de uma engenharia de escala histórica, com potencial de impacto global.
Como a Liderroll pretende solucionar o desafio dos túneis de 114 polegadas?
O projeto prevê a utilização de seis dutos gigantescos de 114 polegadas de diâmetro. Devido à pressão hidráulica extrema e às dimensões das tubulações, o consórcio construtor avalia se a tecnologia de roletes motrizes da Liderroll será aplicada em túneis individuais ou em uma galeria única de grande porte. A expertise da empresa em ambientes confinados é vital para garantir que a instalação ocorra com segurança e precisão, preservando a integridade dos dutos ao longo do trajeto subterrâneo.
Além de estabilizar os níveis do Mar Morto, que perde cerca de um metro de profundidade por ano, o projeto inclui a construção de uma usina de dessalinização em Aqaba. Serão extraídos 300 milhões de metros cúbicos de água para gerar água potável, recurso escasso na Jordânia, um dos cinco países mais áridos do mundo. Paulo Roberto Gomes Fernandes observa que a salmoura resultante do processo será transferida por 200 km para o Mar Morto, ajudando a mitigar o desastre ecológico causado pela evaporação e exploração mineral.
Quais são os entraves financeiros e políticos para a execução da obra?
Avaliado em aproximadamente 1 bilhão de dólares, o projeto depende de uma parceria público-privada e do apoio de doadores internacionais, incluindo Estados Unidos, Japão e um consórcio europeu liderado pela França e Espanha. Paulo Roberto Gomes Fernandes ressalta que a Jordânia está determinada a avançar, dada a pressão demográfica causada pelo acolhimento de refugiados sírios. O acordo firmado em 2015 prevê trocas de água potável entre Israel e Jordânia, transformando a engenharia em um instrumento de cooperação diplomática.
Desde a década de 1960, o Mar Morto perdeu um terço de sua área total. O principal fator é a redução drástica do fluxo do Rio Jordão, que caiu de 1,2 bilhão de metros cúbicos para menos de 200 milhões anuais devido ao uso intensivo por ribeirinhos e pela indústria de potássio. A tecnologia brasileira da Liderroll atua como uma aliada da sustentabilidade, viabilizando infraestruturas de longo curso que podem reverter o déficit hídrico sem causar novos danos ambientais durante a fase construtiva.O projeto do aqueduto histórico ganha viabilidade com soluções de engenharia destacadas por Paulo Roberto Gomes Fernandes.

Como a Liderroll expande sua influência na Ásia enquanto negocia o aqueduto?
Simultaneamente às tratativas no Oriente Médio, a equipe da Liderroll desenvolve projetos de gasodutos gigantescos na Ásia Central, incluindo a conexão entre Turcomenistão e China. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, destaca que a versatilidade das patentes brasileiras permite que a empresa atue tanto no transporte de hidrocarbonetos quanto na gestão de recursos hídricos. Ademais, a presença da Liderroll nestas frentes consolida o Brasil como um exportador de soluções de engenharia para projetos “jamais vistos”.
Qual a visão da Liderroll para a preservação do Mar Morto em 2026?
Como pontua Paulo Roberto Gomes Fernandes, as primeiras fases do aqueduto estarão operacionais, com a tecnologia brasileira garantindo o fluxo contínuo de água para o ponto mais baixo da Terra. Portanto, o compromisso da Liderroll é fornecer suportação técnica que suporte as décadas de operação previstas para o canal. A companhia reafirma seu orgulho em participar de uma obra que não apenas desafia a física, mas que é essencial para a sobrevivência biológica e econômica de jordanianos, israelenses e palestinos.
Autor: Asimov Tchekhov

