A cidade do Rio de Janeiro registrou, até o início da tarde de 23 de setembro de 2026, o maior volume acumulado de chuva para um mês de setembro desde o início da série histórica do Sistema Alerta Rio, em 1997. Ao todo, foram contabilizados 171,9 milímetros, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil.
O acumulado superou a marca anterior, de 157,7 milímetros, registrada em setembro de 2025. Com isso, o município passou a ter o setembro mais chuvoso em quase três décadas de monitoramento, em um cenário marcado pela persistência da instabilidade sobre a capital fluminense.
Chuva foi registrada em 19 dias consecutivos
Além do volume elevado, setembro teve 19 dias consecutivos com registro de chuva no Rio. A sequência ajuda a explicar como os acumulados se distribuíram ao longo do mês e amplia os efeitos da umidade sobre a rotina urbana, especialmente em áreas com histórico de alagamentos, vias de grande circulação e regiões próximas a encostas.
De acordo com as informações reunidas na pauta, a instabilidade foi associada à atuação de frentes frias e ao transporte de umidade do oceano em direção ao continente. A combinação desses fatores favoreceu a manutenção do tempo fechado e a ocorrência de pancadas em diferentes pontos da cidade.
Previsão indicava continuidade da instabilidade
Para os dias 24 e 25 de setembro, a previsão apontava a continuidade do tempo encoberto, com possibilidade de chuva fraca a moderada. O cenário mantinha a necessidade de atenção dos moradores, principalmente durante deslocamentos, atividades ao ar livre e circulação por locais sujeitos a acúmulos de água.
A previsão meteorológica pode variar ao longo do dia e entre as regiões do município. Por isso, o acompanhamento de atualizações oficiais é importante para quem precisa se deslocar pelo Rio de Janeiro ou vive em áreas com maior exposição a impactos provocados pela chuva.
Impactos possíveis na rotina dos cariocas
Volumes elevados de chuva em um intervalo prolongado podem afetar a mobilidade, aumentar o risco de pontos de alagamento e dificultar o trânsito em vias urbanas. A água acumulada também pode provocar alterações temporárias no transporte e exigir atenção redobrada de pedestres e motoristas, sobretudo durante os períodos de chuva mais intensa.
Em áreas de encosta, a sequência de dias chuvosos merece atenção por causa da possibilidade de saturação do solo. A população deve observar comunicados dos órgãos municipais e evitar permanecer em locais de risco durante pancadas fortes, especialmente quando houver sinais de instabilidade ou orientações de segurança.
O Centro de Operações e Resiliência do Rio acompanha as condições meteorológicas e os efeitos das chuvas na cidade. Informações sobre previsão e monitoramento são publicadas na área de previsão do tempo do COR. O órgão também divulga balanços de ocorrências e orientações relacionadas à operação municipal.
Recorde reforça importância do monitoramento
O registro de 171,9 milímetros não representa apenas uma marca histórica para setembro. O dado também mostra como a distribuição das chuvas ao longo do mês pode influenciar o funcionamento da cidade e a necessidade de planejamento por parte dos serviços públicos e da população.
Com a previsão de novas pancadas nos dias seguintes ao recorde, a recomendação é consultar os canais oficiais antes de sair de casa, redobrar os cuidados em deslocamentos e ficar atento a eventuais mudanças nas condições meteorológicas. Em situações de chuva forte, a orientação é evitar áreas alagadas e não tentar atravessar trechos com correnteza.
O acumulado registrado até 23 de setembro ainda poderá ser atualizado conforme novas precipitações ocorram. A marca, porém, já supera o recorde anterior da série histórica para o mês e coloca setembro de 2026 como o período mais chuvoso nessa comparação desde 1997.

