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Brasil estrutura rede de diagnóstico de peste suína africana


Unidade de Minas Gerais da Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária fará o diagnóstico de casos suspeitos. Medida vem após focos da doença serem identificados na República Dominicana. Rebanho de suínos
REUTERS/Jordan Gale
A Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (Rede LFDA) está apta a identificar eventuais casos de vírus da peste suína africana (PSA) no Brasil, um passo importante entre as medidas de vigilância para permitir uma rápida reação se a doença aparecer no país.
O registro de focos da doença na República Dominicana, o que mostra que o vírus já está no continente americano, deixou a indústria em alerta. Um comitê com a participação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) foi instalado neste mês para debater estratégias de prevenção.
“A chegada da PSA ao continente americano, confirmada em julho, aumenta o estado de atenção com intensificação das medidas para prevenir a introdução da doença no Brasil”, afirmou o Ministério da Agricultura em nota nesta terça-feira (17).
A peste suína africana é uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suíno, pois é altamente transmissível.
No hipótese de suspeita do vírus que já dizimou o rebanho chinês, a unidade de Minas Gerais (LFDA-MG) será o laboratório oficial do ministério, que realizará o diagnóstico, disse a pasta.
O ministério afirmou que desde 2018, quando a PSA se disseminou na China e outros países da Ásia e Europa, vem sendo desenvolvidas ações para fortalecer as capacidades de prevenção do ingresso do vírus da PSA no país, visando a detecção e diagnóstico precoces e resposta rápida a eventuais incursões da doença no Brasil.
A pasta ainda disse que a padronização e verificações dos métodos de diagnóstico vêm sendo trabalhadas pelo laboratório em Minas Gerais desde 2015, tendo sido concluída a validação completa de suas técnicas moleculares para identificação da doença em outubro de 2020.
A ampliação para realização do diagnóstico em outros laboratórios da Rede LFDA também já está sendo discutida no ministério.
Peste suína africana
O registro da peste suína africana na República Dominicana é o primeiro nas Américas desde a década de 80, quando ela foi considerada erradicada, após casos no Brasil, em Cuba, no Haiti e na própria República Dominicana.
Atualmente, o Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína. Produziu 4,436 milhões de toneladas em 2020 – cerca de 4,54% da produção mundial – e exportou 1.024 mil toneladas – 23% da produção nacional – para 97 países.
A doença chegou ao Brasil em 1978 no estado do Rio de Janeiro, por meio de resíduos contaminados de alimentos provenientes de voos internacionais com origem em países onde a doença estava presente.
A última ocorrência de PSA no Brasil foi registrada no estado de Pernambuco, em novembro de 1981, e as medidas aplicadas pelo serviço veterinário oficial brasileiro permitiram a erradicação da doença em todo seu território e a declaração de país livre de PSA em 1984.
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