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Percentual de famílias com dívidas atinge novo recorde e chega a 72,9%, aponta CNC


Já a proporção de famílias inadimplentes, ou seja, com dívidas ou contas em atraso, se manteve em 25,6% em agosto. O número de brasileiros endividados bateu um novo recorde em agosto, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (25) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento mostra que 72,9% das famílias possuem alguma dívida, contra 71,4% em julho – recorde anterior.
Trata-se do maior percentual é o maior desde 2010, quando a entidade inaugurou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
A CNC estima que 11,89 milhões de famílias chegaram a agosto com algum tipo de dívida.
Percentual de endividamento das famílias
Economia G1
A proporção de famílias com dívidas está 5,5 pontos percentuais acima de agosto do ano passado e superou em 7,8 pontos o nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020.
“As fragilidades no mercado de trabalho formal e o avanço no setor informal, com elevado nível de desocupação, e a inflação elevada estão contribuindo para a maior contratação de dívidas pelas famílias. Outros fatores como as taxas de juros ainda relativamente baixas e mudanças do comportamento dos consumidores também vêm influenciando a maior contratação de crédito e, consequentemente, o endividamento no país”, destacou a CNC.
Apesar da taxa recorde de endividamento, a CNC destaca que a concessão média de crédito aos consumidores cresceu 19,2% no primeiro semestre deste ano – a maior taxa desde o início de 2013.
Endividamento x inadimplência
Estar endividado não é o mesmo que estar inadimplente. “Ao se comprometer com o pagamento de um valor no futuro, o indivíduo contraiu uma dívida e está endividado. Ele estará inadimplente caso não pague o valor até a data do vencimento da obrigação”, lembra a CNC.
A proporção de famílias inadimplentes, ou seja, com dívidas ou contas em atraso, se manteve em 25,6% em agosto. Há 1 ano, era de 26,7%.
Já o percentual daquelas que afirmam que não terão condições de pagar contas e dívidas já atrasadas e que, portanto, permanecerão inadimplentes no próximo mês, caiu para 10,7%, ante 10,9% em julho e 12,1% há 1 ano.
“Mesmo com a inadimplência controlada até o momento, a alta dos juros amplia o risco para o acirramento desses indicadores à frente, num cenário de predomínio de restrições nos orçamentos das famílias, especialmente as de menor renda”, avalia a entidade.
Principais dívidas
A proporção de dívidas no cartão de crédito também renovou o recorde histórico, alcançando 83,6% das famílias endividadas. Na sequência, aparecem os carnês (18,2%), financiamento de veículos (13,1%) e financiamento de casa (10,3%), crédito pessoal (9,5%), crédito consignado (6,8%) e cheque especial (4,8%).
A CNC lembra que o cartão de crédito é tipo de dívida mais cara, especialmente quando se torna crédito rotativo (empréstimo pessoal de curtíssimo prazo, em que parte do saldo devedor é rolada para o mês seguinte ao do vencimento).
“Dentre as famílias mais pobres, o orçamento apertado tem influenciado o maior uso do cartão de crédito também para aquisição de itens de primeira necessidade, como alimentos e produtos de higiene, por exemplo. Já as famílias de renda mais alta estão utilizando mais o cartão de crédito no consumo de serviços”, destacou a pesquisa.
Segundo o CNC, a parcela média da renda das famílias comprometida com dívidas chegou a 30,4%, ligeira redução ante julho (30,5%), quando foi registrado o maior percentual de comprometimento desde novembro de 2017.
Taxa de endividamento é a maior dos últimos 11 anos

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