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Inflação só recuará em 2022, aponta ata do Banco Central Europeu


Autoridade monetária projeta que os preços só recuarão quando a atividade econômica voltar ao nível pré-pandêmico. Sede do Banco Central Europeu (BCE) em Frankfurt, em imagem de arquivo
Ralph Orlowski/Reuters
O Banco Central Europeu (BCE) divulgou nesta quinta-feira (26) a ata de sua última reunião, em 21 e 22 de julho. Na ocasião, a autoridade monetária manteve as taxas referenciais de juros inalteradas.
A taxa de depósitos permaneceu em -0,50%, a de refinanciamento em 0% e a de empréstimos, +0,25%. Também manteve seu programa de compras de ativos.
Contudo, correspondeu às expectativas do mercado e ajustou o seu “forward guidance” para adaptar a orientação futura de sua política monetária à sua nova meta de inflação simétrica de 2% anunciada recentemente – antes era de “pouco abaixo de 2%”.
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No comunicado da decisão, o Conselho do banco disse esperar que “as taxas de juros do BCE permaneçam nos seus níveis atuais ou inferiores até que veja a inflação atingir 2% antes do fim do seu horizonte de projeção e de forma duradoura”. Além disso, o texto destaca que, agora, isso “pode implicar em um período transitório em que a inflação fique moderadamente acima da meta.
Neste sentido, a ata trouxe a explicação de que a inflação deverá subir nos próximos meses, mas cairá em 2022, quando a atividade econômica possivelmente retornará aos patamares pré-pandemia. Segundo o documento divulgado nesta quinta-feira, a expectativa para a inflação de longo prazo subiu para 1,8%, de 1,7%, ainda abaixo da meta de 2%.
Na avaliação da autoridade monetária, a recuperação da economia da área do euro é considerada em bom caminho. Com mais pessoas vacinadas, as restrições nos países puderam ser atenuadas. A pandemia, porém, continuou a lançar sombras com a variante delta da covid-19, e o receio em relação à nova cepa se materializou, ainda que “com impacto econômico menos imediato do que se poderia temer”.
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Se houver uma melhora consistente em relação à situação da pandemia, a perspectiva é que haja uma expansão econômica ainda mais forte da que se prevê atualmente. Nesse sentido, o temor por uma onda de falências no setor corporativo parece estar sumindo do horizonte. Os membros do banco central avaliaram os riscos para as perspectivas econômicas como amplamente equilibrados.
“De modo geral, eles agora apontavam [na reunião] para um resultado um pouco mais forte para a atividade econômica no segundo trimestre, enquanto o crescimento no terceiro trimestre pode ficar aquém do valor ambicioso contido nas projeções de junho”, diz trecho da ata divulgado nesta quinta-feira.
Em relação à inflação, o banco central explica que a alta atual foi impulsionada pelos preços mais caros de energia, pelos efeitos da base de queda de preços do petróleo no início da pandemia e pela redução temporária do IVA (imposto sobre valor agregado) na Alemanha no ano passado. No começo de 2022, no entanto, esses fatores não serão computados no cálculo da inflação, ainda segundo a autoridade monetária.
O banco central dos 19 países que compartilham o euro disse que não aumentaria os custos dos empréstimos até ver a inflação atingir sua meta de 2% “bem antes do fim de seu horizonte de projeção e de forma duradoura” – uma decisão polêmica que gerou divergências significativas.

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