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Modelo Anna Figueiredo que denunciou agressões de ex-noivo nas redes: ‘Momentos de desespero. Pensei que iria morrer’

Ela falou sobre o caso ao RJ2 e contou por que decidiu denunciar o agressor. Modelo que denunciou agressões de ex-noivo por redes sociais diz: ‘Momentos de desespero e pavor. Pensei que iria morrer’
A modelo Anna Figueiredo, de 23 anos, que usou as redes sociais para expor as agressões sofridas pelo ex-noivo, contou ao RJ2 como tomou coragem para denunciar o caso de violência doméstica sofrida do empresário Victor Hugo Rosa Amaral, de 34 anos, com quem tinha uma união estável.
A briga, que aconteceu no apartamento do casal no bairro de Icaraí, em Niterói, aconteceu no dia 8 de julho, mas só se tornou pública quase 20 dias depois com a publicações de hematomas no corpo da modelo, cortes e arranhões.
“Só Deus sabe como foram os momentos de desespero e pavor. Pensei que iria morrer de tanto ser agredida! E só Deus sabe também o quanto é difícil estar expondo isso aqui”, disse no vídeo.
Ao RJ2, ela contou sobre a decisão de tornar a agressão pública aos seus 50 mil seguidores, e também sobre o motivo de ter levado algum tempo para isso.
“Eu estava com o psicológico muito abalado. Não conseguia falar sobre ainda. No início, eu não conseguia dormir, comer, e não me senti preparada para lidar com isso. Depois de trabalhar muito meu psicológico, me senti responsável por expor isso, por milhares de mulheres que já passaram, passam e vão passar por esse tipo de situação ainda, infelizmente, até que isso mude”, disse.
Briga por ciúme
A briga, segundo ela, foi motivada por ciúmes. O companheiro queria ver o celular de Anna, e ela não permitiu. Naquela madrugada, a modelo diz ter sofrido agressões por cerca de meia hora.
“Ele me empurrou na parede, bateu minha cabeça, me deu tapa, soco. Meu rosto ficou sangrando. Aqui fiou tudo inchado. Me pegou pelo braço, fiquei cheia de hematoma. Meu braço, como dá paa ver pelos vídeos, meu braço ficou todo vermelho. Enfim, chute. Aqui fiquei toda vermelha, me jogou na cama, me enforcou”, lembra.
Anna faz parte de uma estatística que mostra que uma mulher é agredida a casa 15 minutos no estado do Rio de Janeiro. De janeiro a junho, o Rio registrou 17. 358 casos de agressão a mulheres.
A modelo também contou que já sofria agressões psicológicas, mas nunca imaginou que um dia seria também vítima de agressão física.
“Nosso relacionamento, no início, era muito tranquilo, supermaravilhoso. Mas depois de um tempo, comecei a perceber alguns indícios de abuso psicológico. Abuso financeiro, verbal”, contou.
Violência psicológica e verbal
A psicóloga Patrícia Xavier fala quais são os sinais de alerta para casos de mulheres que se sentirem abusadas.
“Na verdade, a lei 11.340, que é Maria da Penha, prevê cinco tipos de violência, que é a psicológica, a moral, a física, a patrimonial e a sexual. Às vezes a mulher já está sofrendo violência, mas acha que precisa de um tapa no rosto, um soco. Só que às vezes, ele está pegando pelos pulsos, já puxou o cabelo, já agrediu fisicamente”, alerta.
Uma outra mulher, que prefere não se identificar, conhece bem a escalada desse tipo de violência. Por muito tempo, ela sofreu agressões do ex-marido.
“Começou verbalmente, me xingava, coisa e tal. Depois me pedia desculpas, dizia que estava com a cabeça quente. Veio primeiro puxão de cabelo, me perdoa que vou mudar”, lembra ela que viu a situação piorar e pediu a separação.
Ela também conseguiu uma medida protetiva para que ele manter distância. Mas as ameaças não pararam. Depois de saber que a ex-mulher tinha prestado queixa contra ele, Gelson de Oliveira Amorim passou a mandar mensagens com ameaças para o filho.
Depois, um vídeo em que aparecia armado para a própria ex-mulher. Ele foi preso na terça-feira (27), em Duque de Caxias.
Muitas histórias como essa e a da modelo têm desfecho trágico. Até junho desse ano, 48 casos de feminicídio foram registrados. São 13 mortes a mais do que no mesmo período do ano passado. Um aumento de 37%.
Depois de publicar as agressões nas redes sociais, a modelo Anna Figueiredo recebeu inúmeras mensagens de apoio. Uma delas, do jogador Neymar.
A mulher vítima de violência ou em situação de perigo também pode sinalizar que precisa de ajuda fazendo um x vermelho na palma da mão, e quem vir o sinal deve acionar a Polícia Militar imediatamente pelo 190.
Apesar de não ter mais hematomas pelo corpo, Anna ainda carrega uma outra dor.
“O que fica dentro da gente é o pior, o medo, o desespero, a sensação de que possa acontecer de novo”, diz ainda assustada.
A defesa de Vitor da Rosa diz que ele nega com veemência as acusações, que o próprio Vitor acionou a polícia após a confusão, e que ele tá colaborando com o inquérito da Delegacia da Mulher.
A defesa diz ainda que os dois, tanto Vitor quanto a modelo Anna Figueiredo, figuram como autores e vítimas no registro de ocorrência.

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